Departamento de Justiça amplia investigação sobre candidato sósia na disputa pelo Senado no Alasca
Procuradoria e FBI apuram, nas esferas civil e criminal, suposta tentativa de confundir eleitores com um segundo Dan Sullivan na cédula, a poucos dias das eleições de meio de mandato.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou que investiga, nas esferas civil e criminal, a suposta articulação para colocar na cédula do Alasca um segundo candidato com o nome do senador republicano Dan Sullivan. Segundo a cobertura da Fox Business, a disputa é uma das seis consideradas empatadas que podem decidir o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira, 3 de novembro.
O caso envolve Daniel J. Sullivan, apelidado de "Decoy Dan" (Dan isca). Em junho, a diretora de eleições do Alasca concluiu que ele não estava qualificado e que concorria para confundir eleitores. Entre os fatores citados estavam a tentativa de se registrar como "Dan S. Sullivan", que é a inicial do senador, e o pedido para ser identificado como republicano, sem nunca ter tido filiação ao partido. Sullivan recorreu e foi recolocado na cédula por decisão judicial.
O que dizem as autoridades
O procurador federal do Alasca afirmou que o governo leva "extremamente a sério" as informações publicadas pelo New York Times, segundo as quais a campanha da democrata Mary Peltola e o Comitê Senatorial Democrata teriam orquestrado o recrutamento do candidato. Ele explicou que as duas frentes correm em paralelo: a civil busca preservar as cédulas, sem pedir ao tribunal que declare vencedor ou altere votos, e a criminal segue em andamento, sem detalhes divulgados. O Departamento de Justiça informou que apresentaria um pedido de liminar e de produção antecipada de provas até segunda-feira.
Segundo a Fox Business, o governador Mike Dunleavy, republicano, abriu uma investigação estadual. Ele disse que todos ligados à campanha podem ser ouvidos e que um eventual resultado favorável a Peltola poderia enfrentar problemas de certificação, a depender das provas. Peltola nega qualquer envolvimento e afirma que só conhecia os candidatos que são ela mesma e o senador. A Fox Business informou ainda que o comitê republicano do Senado pediu à Comissão Eleitoral Federal que investigue a campanha dela.
Voto antecipado e risco de confusão
A preocupação central é o volume de votos já registrados. Segundo o repórter Matt Finn, o estado recebeu cerca de 72 mil cédulas até o momento, e o apresentador Will Cain citou 58 mil votos antes da reportagem do New York Times. A colunista Kim Strassel, do Wall Street Journal, observou que o candidato isca obteve 2,5% dos votos nas primárias e que parte disso provavelmente veio de confusão. Na avaliação dela, se Peltola vencer por margem menor que essa fatia, o problema seria real. Strassel também lembrou que os dois Sullivans aparecem no fim de uma cédula longa, com 12 nomes, e que o voto ranqueado do Alasca é complexo.
O comentarista Brit Hume, da Fox, avaliou que o efeito político da publicidade em torno do caso pode pesar tanto quanto qualquer desfecho jurídico, já que dificilmente restam eleitores sem saber que há dois Dan Sullivans na cédula. O ex-deputado Jason Chaffetz e o governador Dunleavy também criticaram o voto ranqueado, que, segundo o governador, está sujeito a revogação em consulta na própria cédula.
Disputa política
A coberturaa da Fox Business traz posições fortemente partidárias. O assessor da Casa Branca Stephen Miller classificou o episódio como "conspiração criminosa" e associou uma vitória democrata a agendas como aumento de impostos e restrições a combustíveis fósseis, avaliação atribuída a ele. No programa The Five, a comentarista democrata Jessica Tarlov disse que ainda não se sabe se algo ilegal ocorreu e citou casos em que republicanos usaram táticas semelhantes. Os demais participantes defenderam que a investigação continue mesmo que o senador seja reeleito.
Para o investidor, o vídeo não traz dados de mercado. O ponto de atenção é a incerteza sobre quem controlará o Senado, o que pode afetar o ambiente para temas como impostos, gastos públicos e política energética. Há ainda a possibilidade de contestação do resultado no Alasca, o que, segundo a Fox Business, poderia prolongar a indefinição após a votação.







