Obama-era FBI investigou Ilhan Omar em 2016, diz NYT; caso reacende disputa política nos EUA
Segundo a Fox Business, reportagem do New York Times indica que agentes federais reuniram indícios de suposta fraude imigratória envolvendo a deputada, e o caso agora está com o Departamento de Justiça.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Uma investigação do FBI iniciada em 2016, no governo de Barack Obama, reuniu evidências que sustentariam suspeitas de que a deputada Ilhan Omar pode ter se casado com o próprio irmão como parte de um esquema de fraude imigratória, segundo reportagem do New York Times citada pela Fox Business. O caso foi encaminhado ao Departamento de Justiça.
A informação foi discutida no programa pela analista jurídica da Fox News Kerri Urbahn. Segundo o canal, a apuração ocorreu há dez anos, e o New York Times teria como fonte agentes federais que atuaram em diferentes administrações presidenciais.
A defesa e o contraponto
O programa exibiu trechos em que a parlamentar foi defendida por aliados. Em uma das falas, o ataque foi classificado como algo que "cheira a racismo, sexismo, islamofobia" e como um ataque a uma integrante do Congresso eleita pelo voto. Outra fala citou o "manual autoritário" e disse que ela é alvo frequente do presidente. Segundo a Fox Business, Obama havia defendido Omar duas semanas antes, ao afirmar que o governo Trump agia por motivação política.
Na avaliação de Urbahn, o debate político é uma coisa, e a questão jurídica é outra. Ela disse ver como significativo o fato de o jornal ter obtido fontes federais com esse relato, e apontou que as alegações em 2016 eram de que a deputada estaria casada com um homem suspeito de ser seu irmão, o que lhe teria permitido obter cidadania de forma ilegal.
Perguntas sobre o encerramento do caso
Urbahn questionou a versão atribuída ao então procurador federal, que, conforme a reportagem, disse não ter conhecimento de agentes federais perseguindo as alegações. Para ela, isso seria improvável, porque a mesma matéria afirma que promotores decidiram não avançar, embora houvesse evidências fora do prazo de prescrição. Ela disse também ser cética quanto ao relato histórico dado por ele.
A analista destacou ainda um ponto de cronologia: no mesmo mês em que o gabinete do procurador em Minnesota e o Departamento de Justiça de Obama divulgaram nota dizendo que Omar não estava sob investigação, ela venceu a primária e derrotou um legislador estadual. Depois, conquistou a vaga na Câmara em uma vitória histórica. Urbahn questionou se o resultado das disputas teria sido o mesmo caso as acusações tivessem seguido adiante.
O que vem a seguir
Segundo Urbahn, o caso deve continuar, possivelmente nas esferas estadual e federal, independentemente do resultado das eleições de terça-feira. Ela afirmou que nada impede o Departamento de Justiça e o DHS de abrirem um processo semelhante de fraude imigratória se tiverem a evidência, pois a prescrição não se aplicaria a esse tipo de situação. Na avaliação dela, a consequência, se o governo provar o caso, seria a desnaturalização.
Para o investidor, o episódio tem pouco efeito direto sobre bolsa, juros, dólar ou Nasdaq, e a transcrição não trata de mercados. O tema alimenta a polarização em Washington, fator que costuma pesar na percepção de risco político, mas o desfecho dependerá de provas ainda não apresentadas publicamente.







