Deputada republicana diz que o Partido Democrata de Kennedy deixou de existir e pede voto na terça
Em entrevista à Fox Business, Anna Paulina Luna, da Flórida, fala de tumultos na França, financiamento de protestos e da disputa por sua cadeira nas eleições legislativas
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada republicana Anna Paulina Luna, da Flórida, afirmou em entrevista ao programa "The Big Weekend Show", da Fox Business, que o Partido Democrata atual não tem mais relação com o partido de John F. Kennedy. Segundo a parlamentar, o "Partido Democrata de Kennedy não existe mais". A fala veio no momento em que ela defende sua cadeira na Câmara dos Representantes nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para terça-feira.
A conversa começou com os distúrbios na Europa. Segundo o programa, a França mobilizou 70 mil policiais para conter a violência, com uso de gás lacrimogêneo e canhões de água, e há relatos de que os tumultos se espalharam por oito cidades. Luna expressou preocupação com a possibilidade de episódios semelhantes chegarem aos Estados Unidos. Na avaliação dela, o americano apoiaria a distinção entre protesto pacífico e dano à propriedade alheia.
A deputada também defendeu que o presidente Donald Trump, por ordem executiva, exija que influenciadores que recebem de governos estrangeiros se registrem como agentes sob a lei de registro de agentes estrangeiros. Segundo ela, quem é pago por governo estrangeiro precisa declarar isso. Luna defendeu ainda que o Departamento do Tesouro congele ativos de pessoas ligadas a coalizões que financiam esses protestos e disse que há investigações em curso.
Financiamento de protestos e disputa política
O debate foi acompanhado de uma reportagem do canal sobre o financiamento por trás de manifestações contra o ICE, o serviço de imigração americano. Segundo a apresentação do programa, parte do dinheiro viria da China e de bilionários, o que seria uma ameaça de terrorismo doméstico. Essas afirmações são do canal e de seus entrevistados, e a transcrição não traz documentos que as comprovem.
Sobre as eleições, a apresentadora citou projeção do Power Rankings segundo a qual Luna lidera a disputa contra o desafiante democrata Greg, que se tornou mais competitiva do que o esperado. A deputada disse que, historicamente, em eleições de meio de mandato o eleitorado tende a se afastar do partido no poder. Pediu que os eleitores lembrem do assassinato de Charlie Kirk, do homicídio de uma imigrante ucraniana em um trem e das políticas de fronteira abertas no governo de Joe Biden. Afirmou ter visitado dez mil portas com sua equipe e cobrou comparecimento às urnas.
Ala à esquerda dos democratas
O programa exibiu ainda imagens de mais de 50 candidatos de esquerda radical que podem vencer na terça, entre eles integrantes do grupo conhecido como "The Block", que pretenderia pressionar o líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, a adotar uma agenda socialista. Luna disse que esse grupo traz a visão da esquerda radical sobre a cultura do assassinato político e afirmou que a plataforma dessas lideranças inclui abolir o Senado, cortar recursos das forças policiais e eliminar a Segunda Emenda. Trata-se de avaliação da deputada, sem confirmação independente na transcrição.
Para o investidor, o recado central é de risco político: a composição do Congresso após a votação de terça definirá o ritmo de debates sobre orçamento, impostos e regulação, temas que costumam mexer com bolsa, juros e dólar. O programa não trouxe números de mercado nem projeções econômicas, e qualquer efeito sobre os ativos dependerá do resultado das urnas.
No encerramento, a conversa foi mais leve: questionada sobre seu doce favorito de Halloween, Luna respondeu que gosta de "candy corn".







