Republicanos e democratas redesenham distritos em Texas, Flórida e Califórnia e disputam a maioria da Câmara dos EUA
Segundo a Fox Business, mapas novos podem dar até cinco cadeiras a cada partido, mas uma queda de 12 pontos no apoio hispânico a Trump ameaça o plano republicano.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A disputa pelo controle da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ganhou uma nova frente: a redefinição dos distritos eleitorais em estados de peso como Texas, Flórida e Califórnia. Segundo o apresentador Bill Hemmer, da Fox Business, ambos os partidos tentam usar os novos mapas para ampliar suas bancadas, e o efeito será medido já na noite de terça-feira.
Hoje, os republicanos têm a maioria mais estreita possível: 219 cadeiras, contra 214 dos democratas. De acordo com o canal, os números devem mudar até quarta-feira, e o que se saberá então é por quanto. Hemmer afirmou que nove estados redesenharam suas linhas, incluindo Texas, Luisiana e Flórida, e que republicanos da Califórnia e de Utah reagiram contra os democratas.
Os mapas, estado por estado
Na Flórida, a eleição de 2024 resultou em 20 deputados republicanos e 8 democratas, com concentração de distritos democratas na região de Orlando, no centro, e no sul do estado. Segundo Hemmer, a meta republicana para 2026 é elevar a bancada para 24 cadeiras, fazendo desaparecer esse azul no mapa.
No Texas, o resultado de 2024 foi de 25 republicanos e 13 democratas. O objetivo agora, conforme o apresentador, é chegar a 30, um ganho de cinco cadeiras, sobretudo no Vale do Rio Grande, no sul, região que era democrata. Ele ressalvou que não se sabe se o plano dará certo.
A Califórnia, estado de maioria democrata, tinha 43 democratas e 9 republicanos. Os democratas pretendem chegar a 48 cadeiras, o que deixaria apenas quatro republicanos na delegação, com avanços esperados no norte do estado. Hemmer lembrou que os dois partidos estão nessa disputa e que o resultado é incerto.
O risco de o mapa não acompanhar o eleitor
A apresentadora Martha MacCallum avaliou que as iniciativas buscavam congelar o cenário de 2024 e concentrar as linhas em torno dele. Segundo ela, se o sentimento do eleitor mudou, um partido pode acabar criando um distrito desfavorável a si mesmo. Hemmer também questionou se, ao redistribuir eleitores por diferentes partes do estado, algum partido não teria reduzido o próprio impacto.
O dado que alimenta essa dúvida vem de pesquisa da própria emissora: o apoio de eleitores hispânicos a Donald Trump caiu de 43%, em 2024, para 31% na sondagem de outubro, uma diferença de 12 pontos. Segundo Hemmer, esse público, que migrou do Partido Democrata e deu um impulso importante a Trump em 2024, é decisivo no Vale do Rio Grande, no Texas, e em lugares como a Flórida.
Martha afirmou que, entre eleitores hispânicos, algumas correntes tratam o tema como imigração, mas a pesquisa indica que, para eles, a questão central é a economia. Hemmer concluiu que, se for assim, esses eleitores estão em disputa e querem apoiar quem convença que a economia ajudará suas famílias e seu sustento.
O que observar para o mercado
Para o investidor, a composição da Câmara importa porque é nela que nascem projetos de orçamento, impostos e gastos. A transcrição não trata de bolsa, juros ou dólar, e qualquer leitura sobre esses ativos dependerá do resultado das urnas. O que o canal destaca é que a economia é o fator que pode decidir uma fatia relevante do eleitorado e, por consequência, o equilíbrio de forças em Washington.







