Investigação sobre casamento de Ilhan Omar volta ao centro do debate e Turley vê pressão política crescente
Analista jurídico da Fox News diz que arquivamento de apuração migratória em 2021 levanta dúvidas e que o ônus de esclarecer recai sobre a deputada democrata.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A investigação sobre se a deputada Ilhan Omar, democrata de Minnesota, se casou com o próprio irmão em 2009, num suposto esquema de fraude de imigração, voltou ao centro do debate em Washington. Segundo a Fox News, a apuração começou em 2016, no governo de Barack Obama, e foi encerrada em 2021 por um procurador federal de Minnesota nomeado pelo então presidente Joe Biden.
O tema foi discutido em entrevista do professor de direito Jonathan Turley, colaborador da Fox News, ao canal Fox Business. Na avaliação dele, o caso ganha novos desdobramentos "quase diariamente", e o ônus político agora recai sobre a parlamentar.
O arquivamento em 2021
Turley lembrou que o procurador de Minnesota na época, identificado na entrevista como Andrew Luger, atuou sob Obama e Biden e lidava com outros temas sensíveis, como terrorismo ligado à comunidade somali e ao Estado Islâmico. O apresentador perguntou se o receio de aumentar tensões teria pesado na decisão de não processar.
O professor respondeu que isso pode ter ocorrido. Segundo ele, o episódio tem "a aparência de um promotor desmotivado", para quem o caso não estava no topo da lista. Turley afirmou que havia alternativas além de simplesmente encerrar a investigação e considerou estranho que, diante de indícios de possível fraude, o caso tenha sido deixado de lado.
Ele reconheceu que o prazo de prescrição já havia vencido para alguns aspectos, mas disse que ainda cabiam ações civis. Também observou que registros, declarações e representações feitas ao longo do processo podem, em sua avaliação, "acionar alarmes" mesmo após o fim desses prazos.
Turley afirmou ainda que o governo Obama e o governo Biden tiveram conhecimento das alegações, mas não houve empenho em apurá-las de forma agressiva. Para ele, a deputada tem meios de esclarecer as perguntas específicas e, há anos, se recusa a fazê-lo.
Pressão política e outro caso no Alasca
Questionado sobre a comunidade somali, que a deputada costuma citar, Turley disse haver muita intimidação política nesse tipo de caso, particularmente em Minnesota. Ele também apontou que alguns democratas passaram a insistir no encerramento da apuração e disse que a razão é "bastante óbvia". Em sua avaliação, "as rodas estão caindo" para Omar.
No mesmo programa, o apresentador citou uma investigação do presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, sobre a suposta ajuda da campanha de Mary Peltola no recrutamento de outro candidato chamado Dan Sullivan. A ideia, segundo a descrição feita no programa, seria confundir eleitores na disputa contra o senador republicano Dan Sullivan.
Turley previu um "coro" de invocações da Quinta Emenda, que protege contra a autoincriminação. Segundo ele, isso tende a ampliar o risco para as pessoas de menor projeção envolvidas na suposta conspiração política, que poderão ter de falar com investigadores federais e do Congresso ou permanecer em silêncio. Na análise do professor, a situação "vai crescer e piorar".
As afirmações são opiniões do entrevistado e do canal, e a transcrição não traz decisões judiciais nem acusações formais. O material também não aborda efeitos sobre bolsa, juros ou dólar. Para o investidor, o episódio funciona como pano de fundo do ambiente político em Washington, a ser acompanhado conforme surgirem fatos confirmados pelas autoridades.







