Departamento de Justiça abre frente civil e criminal sobre suposto esquema eleitoral no Senado do Alasca
Procurador federal diz que recebeu novas informações nas últimas 24 horas e que o FBI e a polícia estadual reforçaram o efetivo no estado, a menos de quatro dias da eleição
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou, em entrevista coletiva em Anchorage, que investiga criminalmente um suposto esquema para enganar eleitores na disputa pelo Senado no Alasca. Segundo o procurador federal Michael Haymon, houve um aumento significativo de agentes e de recursos no estado, e a apuração corre em paralelo a uma ação civil que busca preservar as cédulas.
Haymon afirmou que a investigação já ocorre há vários meses, mas que a recente reportagem do New York Times acelerou o trabalho. O jornal relatou que a campanha de Polla e o Comitê de Campanha Senatorial Democrata teriam orquestrado uma conspiração para recrutar e sustentar Daniel J. Sullivan como candidato de fachada. O procurador disse que o governo leva as acusações "extremamente a sério", mas não confirmou a veracidade do relato.
Duas frentes simultâneas
O procurador explicou que correm dois processos paralelos, cada um em sua própria esfera. A ação civil, de caráter público, se apoia na Lei Nacional de Registro de Eleitores e foi ampliada com uma alegação baseada na Cláusula de Supremacia. Segundo Haymon, o objetivo é apenas preservar as cédulas, para que o Alasca possa apurar se eleitores foram induzidos a erro ou se os votos em Sullivan poderiam ter mudado o resultado. O Departamento, afirmou, não pede que o tribunal declare vencedor nem altere votos.
Dentro de cerca de uma hora, o governo deveria apresentar sua resposta ao pedido de arquivamento e protocolar um pedido de liminar, com solicitação de produção antecipada de provas até segunda-feira. Já a investigação criminal está sujeita a regras de sigilo, e as informações não são compartilhadas com o lado civil.
O procurador disse ainda que não pode detalhar as diligências em curso nem quem pode ser alvo. Ele também recusou-se a apontar quais crimes estão sendo apurados, citando apenas, em termos gerais, conspiração e integridade eleitoral, e disse não presumir que um crime tenha ocorrido.
Questionamentos sobre o momento e a base legal
Jornalistas perguntaram por que o caso vem a público a menos de quatro dias da eleição. Haymon respondeu que o governo não está escalando a investigação, que seguia de forma discreta, e que alegações que atingem o cerne da integridade eleitoral são tratadas com seriedade mesmo perto do pleito.
Houve também críticas à base jurídica. Um repórter lembrou que especialistas dispensaram o fundamento da ação, por a Lei de Registro de Eleitores tratar de cadastro e o trecho citado constar do preâmbulo, sem força vinculante, e que um dos intervenientes pede sanções contra os advogados do governo por considerar o processo frívolo. O procurador disse que não vai litigar o caso diante da imprensa e que a juíza Gleason deve decidir as questões nos próximos dias.
Sobre a própria situação, Haymon afirmou que seu impedimento anterior foi revogado, e não anulado, depois que a Casa Branca indicou outra pessoa a uma vaga judicial para a qual ele era cogitado. Ele disse não ter conversado com a Casa Branca sobre as denúncias.
O agente especial responsável pelo escritório do FBI em Anchorage, Matthew Schlaggel, afirmou que a investigação seguirá "rápida e agressivamente" os fatos, e pediu que quem tenha informações procure o órgão.
Para o investidor, o episódio acrescenta incerteza institucional a uma disputa eleitoral de alto impacto político, já que o Senado é peça central na tramitação de pautas fiscais e tributárias. A transcrição, porém, não traz nenhuma projeção de efeito sobre bolsa, juros ou dólar, e o desfecho dependerá das decisões judiciais e da investigação, ainda sem conclusões.







