Speaker Johnson acusa democratas de armar manobra eleitoral no Alasca contra o senador Dan Sullivan
Relatório diz que democratas recrutaram candidato com mesmo nome para confundir eleitores; partido nega, e o Departamento de Justiça apura, segundo o presidente da Câmara.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano Mike Johnson, afirmou nesta semana que um suposto esquema democrata no Alasca é uma tentativa de enganar eleitores na disputa pelo Senado. Segundo ele, o Departamento de Justiça investiga o caso. A declaração foi dada ao programa "Fox & Friends", segundo a transcrição do vídeo exibido pela Fox Business.
O caso gira em torno de uma reportagem que, segundo o canal, acusa democratas do Alasca de recrutar outro candidato com o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan, para confundir eleitores que encontrem os dois nomes na cédula. O senador reagiu dizendo que o episódio mostra que os democratas "farão qualquer coisa para ganhar poder". As alegações são atribuídas ao relatório e aos republicanos; a transcrição não detalha provas.
O Comitê de Campanha Senatorial Democrata (DSCC) negou envolvimento. Em nota lida pela apresentadora, o órgão afirmou não estar ligado a Dan J. Sullivan e acusou republicanos de terem longo histórico de recrutar e financiar candidatos para impulsionar as próprias campanhas, citando exemplos como o de um preso com endereço em Nova York que concorreu contra Mary Peltola e o gasto de quase meio milhão de dólares para garantir uma vaga na cédula do Alasca a um morador do Arizona. A transcrição não permite verificar essas alegações.
Investigação e dúvidas sobre a cédula
Johnson disse que o Departamento de Justiça apura o caso e que o governador do Alasca anunciou na mesma manhã uma análise à luz da lei estadual, para verificar o que pode ter sido violado. Segundo o presidente da Câmara, até o jornal "New York Times" teria classificado a situação como ridícula, o que, em sua avaliação, mostra que a prática precisa ser contida.
Questionado pelo apresentador sobre o que fazer, já que as cédulas estão impressas, Johnson respondeu que "vamos ver" e criticou o voto por escolha ranqueada usado no Alasca, que, segundo ele, é outra tática injusta. Não houve explicação concreta sobre como os votos seriam tratados.
Na avaliação do presidente da Câmara, os democratas não conseguem vencer com base em suas propostas e recorrem a artifícios. Ele disse acreditar que Sullivan vencerá a disputa e que os eleitores do Alasca saberão fazer a escolha correta quando tiverem acesso aos fatos.
Cenário para a Câmara e o Senado
Johnson afirmou estar otimista com a manutenção da maioria apertada republicana na Câmara, apesar de pesquisas que apontam o contrário. Segundo ele, fez campanha em mais de 40 distritos de 22 estados neste mês e vê multidões e entusiasmo parecidos com os de 2024. Para o presidente da Câmara, as pesquisas estarão "historicamente erradas".
Ele defendeu o histórico republicano, dizendo que o partido reduziu custos, aprovou o que chamou de maior corte de impostos da história dos EUA e tornou as ruas mais seguras. Esses números e afirmações são do próprio Johnson e não foram checados na transcrição.
O presidente da Câmara também atacou um grupo de democratas de ala mais à esquerda, chamado "Bloc", que, segundo a apresentadora, pretende interferir na corrida de Hakeem Jeffries para se tornar presidente da Câmara caso o partido vença. Johnson disse que o partido está sendo tomado pela esquerda insurgente e que republicanos vencerão.
Para o investidor, o episódio reforça que o controle do Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato segue em disputa. A definição de quem comanda a Câmara e o Senado pesa sobre a agenda tributária e fiscal dos EUA, com reflexos potenciais sobre juros, dólar e bolsas, embora a transcrição não traga projeções de mercado.







