Advogado diz que democratas não têm provas para defender Ilhan Omar em investigação migratória
Para Julian Epstein, carta de 174 deputados pedindo o fim da apuração sobre a congressista de Minnesota ignora indícios que levaram a um mandado judicial
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O advogado Julian Epstein, ex-conselheiro-chefe do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA, afirmou em entrevista ao programa de Charlie, da Fox Business, que os democratas não têm "nenhum fato" para sustentar a defesa da deputada Ilhan Omar, de Minnesota, alvo de uma investigação sobre supostas irregularidades migratórias. Segundo ele, a carta assinada por 174 parlamentares do partido pedindo o fim da apuração foi redigida sem qualquer evidência.
A entrevista ocorre em meio a sinais de desgaste da proteção partidária à congressista. De acordo com o apresentador, o muro de apoio democrata "está desmoronando" no Congresso. Ele citou um ex-deputado estadual de Minnesota que, na rede social X, disse ser "quase certamente verdade" a alegação de que Omar se casou com o próprio irmão, e que rejeitou a tese de defesa de que haveria uma conspiração contra ela.
O que dizem as autoridades
O secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, defendeu a investigação como não política. Em trecho exibido no programa, ele afirmou que o caso não mira uma única pessoa, que é um processo amplo apresentado ao Departamento de Justiça, que lidera as apurações, e que a Investigação de Segurança Interna (HSI) fez extenso trabalho para sustentá-lo. "Se alguém cometeu um crime, nós não olhamos isso de forma diferente", disse, acrescentando que não importa o partido ou o cargo do investigado.
Epstein disse ter ficado "atônito" com a carta dos 174 democratas. Em sua avaliação, ele jamais permitiria que o partido assinasse um documento do tipo, que classificou como "loucura". O advogado lembrou que as administrações de Barack Obama e de Joe Biden tiveram evidência suficiente para abrir investigações sobre o tema.
Mandado e presunção de inocência
O advogado destacou ainda que uma juíza federal magistrada, que ele presume ter sido hostil ao caso do governo, passou seis horas analisando uma declaração juramentada e emitiu mandado para até uma dúzia de alvos. Para ele, isso indica a existência de causa provável de um crime.
Epstein ressalvou, porém, que Omar tem direito à presunção de inocência e que todos deveriam respeitá-la. Ainda assim, avaliou que há sinais negativos para a congressista, que, segundo ele, está "num mundo de dor".
O apresentador observou que a primeira investigação foi aberta na gestão Obama e que o ex-presidente agora a defende. Ele também afirmou que agentes federais fizeram buscas na casa da deputada, apreenderam registros pessoais e o telefone dela, na tentativa de achar uma prova de cerca de 20 anos atrás. Epstein respondeu que o ex-presidente está sendo "muito mal aconselhado".
Paralelo com o Alasca
Epstein fez um paralelo com outro episódio citado antes no programa, envolvendo o Alasca. Para ele, democratas que negavam fraude eleitoral no estado agora veem a candidata Peltola, que "pode ter sabido" de um suposto esquema ilegal para enganar eleitores. Ele chamou o caso de "fraude eleitoral definitiva" e disse que democratas locais parecem "segurar a sacola" por terem negado envolvimento.
Sobre Omar, afirmou que há sugestões de possível fraude migratória envolvendo o pai da congressista e de fraude de casamento com o irmão, e que classificar a apuração como política ou islamofóbica é "puro nonsense". Segundo ele, os democratas não têm fato algum para sustentar a tese. O apresentador acrescentou que, quando os fatos vierem à tona, o desfecho pode se tornar um escândalo de grandes proporções.
O episódio é essencialmente político e não traz, na transcrição, números sobre economia ou mercados. Para o leitor investidor, o caso ilustra o ambiente de disputa partidária em Washington às vésperas das eleições, fator que costuma pautar o debate sobre agenda fiscal e regulatória no Congresso. As acusações citadas partem de comentaristas e autoridades, e nenhuma delas foi comprovada em juízo.







