Investigação sobre casamento de Ilhan Omar teria começado sob Obama em 2016, diz Fox Business
Segundo o canal, apuração sobre suposta fraude de imigração foi encerrada em 2021 por promotor nomeado por Biden; deputada nega acusações e fala em teoria da conspiração
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
A investigação sobre o suposto casamento da deputada democrata Ilhan Omar com o próprio irmão, em um esquema de fraude de imigração, começou em 2016, durante o governo de Barack Obama, e foi encerrada em 2021 por um procurador federal de Minnesota nomeado por Joe Biden. A informação foi apresentada pela Fox Business, que cita reportagem do New York Times e apuração da Fox News Digital.
Segundo o canal, a suposta fraude teria ocorrido em 2009. O correspondente Kevin Cork afirmou que, depois de alguns anos de apuração, o procurador do Estado teria arquivado o caso, supostamente por ter ficado fora de um prazo de prescrição de cinco anos. As acusações são alegações, e não houve condenação ou decisão judicial mencionada na transcrição.
Disputa política
O programa destacou que democratas, incluindo o ex-presidente Obama, classificam a investigação atual como politicamente motivada. Segundo a Fox, Obama divulgou uma carta nesta semana criticando a iniciativa, e os apresentadores ironizaram o fato de a apuração ter nascido em seu próprio governo. Na avaliação dos apresentadores, os democratas deveriam responsabilizar a administração anterior por não ter concluído o caso.
O vice-presidente JD Vance, citado na descrição do vídeo, afirmou que o governo Trump não faz pré-julgamentos e deixa que os fatos e a lei conduzam as decisões. Segundo ele, há sinais de que o governo americano passou a levar a corrupção a sério, com investigações e, em alguns casos, processos contra servidores públicos.
O que dizem os envolvidos
A investigação atual, de acordo com a Fox, inclui uma operação na casa de Omar em Washington e a entrega de seu passaporte, celular pessoal e computador. Parte da apuração trataria de uma possível fraude na solicitação de cidadania, seja pelo pai da deputada ou por ela mesma.
Omar costuma chamar as acusações de teoria da conspiração da direita. Na semana passada, ao ser questionada diretamente se havia se casado com o irmão, respondeu: "Não que eu saiba", segundo a transcrição.
Convidado do programa, o advogado e ex-juiz de imigração em Minnesota Nathan Hansen avaliou que as acusações são graves e que o governo talvez busque construir um caso de desnaturalização. Ele observou que, em geral, a prescrição não corre contra fraude que tenha sido ocultada, e que um processo de desnaturalização exigiria demonstrar intenção, em ação própria na Justiça federal.
Para o leitor e o investidor, o episódio é sobretudo de natureza política e judicial. A transcrição não traz qualquer dado sobre bolsa, juros, dólar ou contas públicas, e os desdobramentos dependerão do que a investigação comprovar ou não.







