Investigação sobre casamento de Ilhan Omar remonta ao governo Obama, diz reportagem citada pela Fox Business
Segundo o New York Times, FBI e Segurança Interna apuraram a união em 2016. Prazo de prescrição e novas provas são o centro do debate, na avaliação de ex-agente do FBI.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O FBI e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos investigaram o casamento da deputada democrata Ilhan Omar, de Minnesota, no verão de 2016, durante o governo Barack Obama. A informação é do New York Times, citada pela apresentadora Martha MacCallum na Fox Business. Segundo a reportagem, autoridades atuais e antigas dizem que os investigadores encontraram indícios de que a união foi fraudulenta, mas não detalharam quais seriam as evidências.
Omar nega as acusações. Por meio de uma porta-voz, a deputada chamou o caso de teoria da conspiração infundada e repugnante, segundo a apresentadora. Ela citou ainda que, na época, os investigadores teriam concluído que o prazo de prescrição já havia se esgotado para uma acusação de crime grave. Até aqui, a transcrição não menciona nenhuma acusação formal.
A apresentadora também comentou a postura de Obama. O ex-presidente publicou na semana passada sobre a nova investigação, mas, segundo ela, mencionou apenas dúvidas sobre a idade de Omar. Na avaliação de MacCallum, todo o peso do governo federal estaria sendo usado contra uma autoridade eleita que respeita a lei, por ter criticado o presidente. É uma opinião da apresentadora, não um fato apurado.
A linha do tempo, segundo ex-agente do FBI
O convidado foi o ex-agente supervisor do FBI James Gagliano, hoje aposentado. Ele resumiu a cronologia: Omar chegou aos EUA em 1995, com o pai, que era coronel do exército somali. Os EUA haviam rompido relações com a Somália em 1991. Ela se naturalizou em 2000 e se casou em 2009.
Segundo Gagliano, o ponto delicado é o possível crime de fraude de idade e identidade e de fraude de casamento. Ele disse que esses crimes costumam ter prazo de prescrição de cinco anos. Como o casamento foi em 2009 e a apuração ocorreu em 2016, já tinham passado sete anos, e o governo Obama teria recuado.
Documentos assinados e busca no apartamento
MacCallum perguntou se a investigação atual examina se Omar continuou assinando documentos que atestavam informações possivelmente falsas, o que estenderia o prazo de prescrição. Gagliano respondeu que ela está "cem por cento certa".
O ex-agente afirmou que o Departamento de Segurança Interna cumpriu um mandado de busca na residência de Omar em Washington em 12 de outubro, cerca de 17 ou 18 dias antes da entrevista. Foram levados aparelhos eletrônicos pessoais, como celulares, laptops e tablets, além de cadernos e passaportes.
Para Gagliano, dois pontos serão decisivos: conversas da época em que ela reconheceria saber da fraude e a possível comparação de material genético entre Omar e o suposto irmão. Ele afirmou que a deputada nega com veemência que agentes tenham levado algo com seu DNA, mas que material descartado fora de casa, como um copo de café, não tem expectativa razoável de privacidade. Segundo ele, a comparação seria feita em bases genealógicas ou no CODIS, sistema de DNA do FBI.
O que observar
O vídeo não trata de bolsa, juros, dólar ou contas públicas, e não há anúncio de denúncia formal. Para quem acompanha o mercado, o episódio é, por ora, um desdobramento político e jurídico. O que vale monitorar são as próximas etapas: se o Departamento de Justiça apresentará acusação, como a defesa de Omar responderá e se a tese de extensão do prazo de prescrição resistirá na Justiça.


