Quatro dias antes das eleições de meio de mandato, caso de candidatos homônimos no Alasca domina a campanha
Segundo a Fox Business, operativos democratas teriam recrutado um segundo Dan Sullivan para confundir eleitores e dividir votos do senador republicano. Governador ordenou investigação.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A quatro dias das eleições de meio de mandato de 2026, uma controvérsia no Alasca ocupou o centro do debate político nos Estados Unidos. Segundo o painel do programa "Outnumbered", da Fox Business, operativos ligados ao Partido Democrata são acusados de recrutar um segundo candidato chamado Dan Sullivan para disputar o Senado, com o objetivo de confundir os eleitores e drenar apoio do senador republicano Dan Sullivan, que tenta a reeleição.
O governador do Alasca emitiu 30 intimações e ordenou uma investigação, de acordo com a apresentação do programa. As duas campanhas, segundo o canal, tentam conter a polêmica ou ampliar as acusações. A reportagem citou ainda que o New York Times detalhou o caso e que a apuração identificou uma lista de homens chamados Dan Sullivan.
O que dizem os apresentadores
A apresentadora Kayleigh McEnany questionou como o segundo candidato foi encontrado. Segundo ela, trata-se de um homem que vive em área acessível apenas por via aérea ou marítima, que não é republicano e que conseguiu entrar na cédula. Um dos participantes do painel afirmou que o nome completo do candidato seria Dan Jay Solomon e que ele teria tentado aparecer na cédula como "Dan S. Sullivan". Para esse comentarista, mudar o nome ou a inicial do meio sem motivo claro não seria coincidência.
O painel também criticou a democrata Mary Peltola, que teria dito não saber nada sobre os outros candidatos na disputa. Na avaliação de um dos integrantes, isso é improvável, e quem desconhece o que ocorre na própria corrida dificilmente poderia ser senador. A apresentadora Tomi Lahren classificou o episódio como sinal de desespero e de desprezo do Partido Democrata pelos eleitores. Trata-se de opinião do programa, sem comprovação apresentada na transcrição.
A questão jurídica
Um dos debatedores afirmou que as leis, nos níveis estadual e federal, não são claras sobre esse tipo de situação, e que o tema precisa ser esclarecido mesmo que o senador republicano vença. A discussão, segundo ele, envolve a intenção: se houve tentativa de burlar ou sabotar o resultado da eleição. Ele acrescentou que poderia haver processo caso se prove que Peltola mentiu a investigadores, o que, nas palavras do próprio painel, seria uma camada adicional do caso.
Outras disputas sob escrutínio
O programa citou ainda o Texas, onde republicanos criticam o democrata James Talarico por declarações passadas sobre gênero e religião. Segundo a Fox Business, ele tenta suavizar parte desses comentários à medida que a votação se aproxima.
No Minnesota, a deputada Ilhan Omar enfrenta novo escrutínio de investigadores federais, que examinam o histórico imigratório da família e as declarações financeiras dela. Segundo a reportagem exibida, há acusações antigas de que ela teria se casado com o próprio irmão para obter status migratório. O governo Obama teria analisado o caso, mas o prazo de prescrição já havia expirado. Omar nega a acusação com veemência. O presidente Donald Trump afirmou que o nome dela seria outro, e um representante do governo disse que os fatos devem orientar as decisões.
O recado para a reta final
O painel avaliou que as disputas estão apertadas. Um dos participantes disse que o principal obstáculo dos republicanos não são necessariamente os democratas, mas a desilusão e a apatia do eleitorado com o sistema político, e defendeu que o partido concentre a reta final na mensagem que o elegeu. A transcrição não traz dados sobre impacto em mercados, juros ou contas públicas, mas o resultado das urnas na terça-feira definirá a correlação de forças no Congresso, tema acompanhado de perto por investidores.







