Trump cancela comício no Kansas e fará 'telerally', enquanto Senado na Carolina do Sul vira disputa aberta
Casa Branca reavalia agenda presencial, a corrida de Lindsey Graham empata em 48% a 48% e dado de inflação traz alívio parcial antes das eleições de meio de mandato
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O presidente Donald Trump cancelou o comício presencial previsto para sábado no Kansas, que beneficiaria o senador Roger Marshall, e fará no lugar um evento por telefone, o chamado "telerally". A informação foi dada pelo correspondente sênior da Fox News na Casa Branca, Peter Doocy, no programa "Special Report".
Segundo Doocy, autoridades da Casa Branca concluíram que o evento presencial no Kansas deixou de ser o melhor uso do tempo do presidente. O cálculo é que Trump pode "fazer mais bem em mais lugares" com mais telecomícios. Questionado por que cancelava, o presidente respondeu que acredita que o senador está indo bem e que, por isso, o telerally bastaria.
Carolina do Sul vira disputa aberta
Na Carolina do Sul, a corrida ao Senado passou de "republicana com vantagem moderada" para "empate técnico" no mais recente ranking de poder da Fox News, conforme relatado no programa. Uma pesquisa do "New York Times" com o Siena mostra o senador republicano Lindsey Graham empatado em 48% a 48% com a democrata Annie Andrews.
A estratégia dos dois lados é distinta. Graham falou por apenas 86 segundos em um comício e sustenta a campanha, em grande parte, na figura do presidente. A equipe argumenta que Trump é muito popular no estado e que o objetivo é levar eleitores republicanos às urnas e mantê-los "no time". Andrews, por sua vez, diz construir uma campanha para todos, incluindo independentes "prontos para a mudança".
O que está em jogo no Congresso
De acordo com a reportagem, uma terça-feira forte para os democratas poderia dar a eles a maioria, com 54 cadeiras, enquanto uma noite forte para os republicanos poderia reduzir a maioria republicana a 52 cadeiras. O dado importa ao investidor porque o controle do Congresso define a margem para agenda tributária, gastos e regulação, temas que costumam mexer com juros, dólar e bolsa.
No front econômico, o PIB cresceu a uma taxa anual de 3,4% no último trimestre, número que o programa descreveu como acima de qualquer projeção e que Trump pretende usar na campanha. Já a inflação medida pelo indicador preferido do Fed avançou em setembro, na comparação anual, em ritmo melhor do que o esperado, mas o programa ressalvou que o alívio pode não durar.
Trump argumenta que, se os republicanos não mantiverem o controle do Congresso, os democratas "vão queimar tudo". Segundo o programa, o presidente ainda tem agenda presencial prevista na Flórida e em Iowa, e na Casa Branca recebe crianças fantasiadas no Halloween ao lado da primeira-dama.
Para o mercado, o recado é de cautela: crescimento forte sustenta os resultados das empresas, mas inflação resistente limita o espaço para corte de juros, e um Congresso dividido pode alterar o rumo da política fiscal. A cobertura é da Fox News e a avaliação sobre o impacto nos ativos é da redação do The X-Trader News.


