FBI investigou casamento da deputada Ilhan Omar em 2016, diz New York Times, e caso volta ao centro do debate
Segundo a Fox Business, apuração aponta indícios de fraude fora do prazo de prescrição, enquanto o Departamento de Justiça tenta manter sob sigilo o mandado de busca na casa da parlamentar.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O FBI investigou em 2016, durante o governo de Barack Obama, a deputada democrata Ilhan Omar, de Minnesota, e encontrou indícios de que ela pode ter cometido fraude de casamento, segundo reportagem do New York Times citada pela Fox Business. Os indícios, porém, estariam fora do prazo de prescrição de cinco anos.
De acordo com a emissora, há especulação de que Omar tenha se casado com o próprio irmão e usado meios ilícitos para entrar nos Estados Unidos. A transcrição não traz provas públicas dessas alegações, e a parlamentar não é apresentada com uma defesa detalhada sobre o tema. Omar assumiu o mandato em 2019 e disputou a Assembleia estadual de Minnesota em 2016.
O que está em jogo no Congresso
O deputado republicano Randy Fine, da Flórida, afirmou que, se ficar provado que Omar não é americana, ela deve ser removida imediatamente. Segundo a Fox, a expulsão exige dois terços da Câmara, mas bastaria maioria simples para impedi-la de tomar posse quando o novo Congresso começar, em janeiro. Também há a possibilidade de deportação, e um analista citado pela emissora disse que um vínculo entre eventual condenação criminal e a cidadania aumentaria a chance de um processo de desnaturalização.
O comentarista Paul Mauro, ouvido pela Fox, afirmou que, segundo a reportagem, uma consulta ao banco de dados do Departamento de Segurança Interna não encontrou registro de naturalização do pai da deputada. Na avaliação dele, se o pai nunca se naturalizou, não haveria teoria que sustentasse a cidadania dela, o que tornaria irrelevantes as questões sobre data de nascimento e casamento. Trata-se de análise do comentarista, não de fato comprovado.
Mauro também mencionou reportagem segundo a qual um assessor teria alterado a data de nascimento em registro do Congresso para viabilizar a naturalização, e disse que o Departamento de Justiça incluiu acusação de conspiração no mandado de busca executado na casa dela. Ele classificou como estranho o apoio público de Obama à deputada, manifestado onze dias antes. Obama escreveu que o governo não pode escolher alvos por suas crenças políticas, em crítica ao governo Trump.
Sigilo do mandado e disputa judicial
O Departamento de Justiça pediu ao juiz federal James Boasberg que mantenha em sigilo o mandado e as informações sobre a operação na residência de Omar, em meio a pedido de dezenas de veículos de imprensa para a divulgação do documento, segundo o Washington Post citado pela Fox. Os promotores alertam que a abertura precoce poderia prejudicar a investigação.
O analista jurídico da Fox, Greg Jarrett, disse que manter mandados lacrados durante a apuração é prática padrão. Ele lembrou que o FBI apreendeu o celular da deputada e provavelmente outros aparelhos, e que, por ser parlamentar, ela conta com proteções constitucionais que exigem uma equipe de filtragem para separar material privilegiado. Jarrett afirmou ainda que não se sabe se haverá acusações formais.
Jarrett criticou Boasberg, a quem acusou de agir com viés contra Trump e de ter decisões revertidas por instâncias superiores. São avaliações do analista. Segundo a Fox, o presidente Donald Trump já pediu o impeachment do magistrado.
Por que importa
O caso é essencialmente político e jurídico, sem efeito direto mensurável sobre bolsa, juros ou dólar. Para quem acompanha Washington, ele ilustra a tensão entre Casa Branca, Justiça e Congresso, além do debate sobre o rigor das regras de imigração e cidadania. Até aqui, nenhuma acusação foi apresentada, e os fatos seguem sob investigação.


