Trump e republicanos denunciam suposta manobra democrata no Senado do Alasca a cinco dias da eleição
Segundo o programa The Five, da Fox, reportagem do New York Times diz que aliados de Mary Peltola recrutaram um homônimo de Dan Sullivan para a cédula
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A disputa pelo Senado do Alasca ganhou um novo capítulo explosivo a poucos dias da votação. Segundo o programa "The Five", da Fox Business, uma reportagem do New York Times afirma que integrantes da equipe de campanha da democrata Mary Peltola ajudaram a recrutar outro homem chamado Dan Sullivan, mesmo nome do senador republicano, para entrar na corrida e confundir eleitores.
De acordo com a apresentação do programa, o objetivo seria enfraquecer o atual ocupante da vaga, o republicano Dan Sullivan. O presidente Donald Trump reagiu ao caso e, segundo o canal, o governador do Alasca (que a apresentadora identifica como o "OG Dan Sullivan") ordenou uma investigação sobre o episódio. Ainda conforme o programa, Peltola atacou o New York Times e classificou a história como distração.
O que dizem os comentaristas
Os apresentadores do programa trataram o caso como grave. Segundo Greg Gutfeld, trata-se de "roubo de voto", e ele comparou a situação a uma nota falsa de 20 dólares. Kayleigh McEnany afirmou que a manobra pode não ser ilegal, mas que chegou a um nível sem precedentes, e disse não conhecer cenário equivalente protagonizado pelo Partido Republicano. Ela relatou ainda que o candidato homônimo teria dito, segundo a reportagem, que odeia Trump e que, se isso ajudasse Peltola, participaria.
Brian Kilmeade avaliou que a justificativa de Peltola é frágil e disse que todos os envolvidos precisarão de advogados e estarão sob escrutínio. Na avaliação dele, a possibilidade de eleitores preencherem a cédula de forma errada com o voto por escolha ranqueada pode afetar o resultado em uma disputa que tende a ser decidida por um ou dois pontos.
O debate dentro do próprio painel não foi unânime. Harold Ford Jr., de perfil democrata, afirmou que não há nada ilegal no episódio e que, se o caso fosse comprovado, seria uma tática política comum nas campanhas. Ele disse ainda que ressalva a veracidade da reportagem, por já ter sido alvo de publicações do jornal que considerou inverídicas. Para ele, a dificuldade de Sullivan se deve mais à preocupação dos eleitores com preços e guerras do que ao homônimo. Também criticou o voto ranqueado e disse considerar antiético, mas não ilegal, o redesenho de distritos conduzido por Trump no meio da temporada.
Por que importa para o mercado
O Senado é peça central para a agenda econômica de Washington, da política fiscal à tributação e ao orçamento. Segundo a avaliação de um dos apresentadores, uma vitória de Peltola poderia produzir uma composição de 51 a 49 na Casa, cenário que ele disse não cair bem nos Estados Unidos. A transcrição não traz projeções de bolsa, juros ou dólar, e nenhuma dessas variáveis foi discutida no programa.
Para o investidor, o episódio ilustra o grau de incerteza em torno da eleição de meio de mandato e a possibilidade de contestações sobre o resultado, fator que costuma pesar na leitura de risco político. A equipe de Peltola, segundo o canal, não foi ouvida no programa além da fala de que o caso seria distração.
Ao final, o vice-presidente J. D. Vance, ouvido em outro programa da emissora, disse que o episódio deve ser investigado e que, se não for ilegal, deveria ser. O tema deve seguir no centro da campanha nos últimos dias antes da votação.


