Carta de Flávio Bolsonaro após derrota não recebe apoio de aliados-chave
Valdemar Costa Neto diz que ninguém aprovou o texto, e economista da FGV/Fipe avalia que a carta não afeta o mercado brasileiro.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

Flávio Bolsonaro (PL) perdeu o segundo turno para Lula (PT) no domingo (25) por mais de 4 milhões de votos, segundo o Money Times. Na noite da quinta-feira (29), o senador divulgou uma carta em que alega golpe eleitoral, sem apresentar provas de fraude.
Antes da divulgação, Flávio tinha chegado aos Estados Unidos, na quarta-feira. Segundo o UOL, citado pelo Times Brasil, a carta trazia inicialmente a expressão «verdadeiro presidente eleito do Brasil», trocada cerca de 40 minutos depois por «líder do Brasil».
No campo político, a reação foi de distanciamento. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, criticou o texto depois de visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe. Ele afirmou que «ninguém aprovou» a carta e disse que não gostou da publicação, segundo o Money Times.
O mesmo veículo aponta que a carta não obteve apoio de aliados-chave de Flávio no campo político. Já Paulo Figueiredo apresenta outra versão para os motivos das correções feitas no texto, de acordo com o Times Brasil.
O episódio também teve um componente diplomático. Segundo o UOL, agentes ligados ao governo Trump atuaram em Washington depois da circulação da carta para evitar um problema diplomático.
Na avaliação de Cleveland Prates (FGV/Fipe; Microanalysis), citado pelo Estadão, a carta não afeta o mercado brasileiro.
O que muda para o investidor
Pelo que apuram os veículos citados, o impacto direto sobre os ativos brasileiros tende a ser limitado, na avaliação de Prates. O ponto que merece atenção é político: a falta de adesão de aliados mostra uma oposição sem consenso sobre como reagir à derrota. Para quem investe, o que pesa são sinais concretos de responsabilidade fiscal e de agenda econômica do campo que se organiza para a próxima disputa, e não declarações de contestação do resultado.


