Alaska: candidato 'isca' na cédula leva Lara Trump a pedir responsabilização e fim do voto ranqueado
Na Fox Business, a apresentadora de 'My View' defendeu o adiamento da certificação do resultado no Senado do estado e disse que o governo Trump não deixará o caso passar.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A apresentadora Lara Trump, do programa 'My View', afirmou na Fox Business que o adiamento da certificação da eleição ao Senado no Alaska é um pedido "absolutamente válido". Segundo ela, uma suposta manobra com um candidato "isca", homônimo do senador Dan Sullivan, pode ter levado eleitores a votar na pessoa errada.
A conversa ocorreu com os apresentadores Cheryl e Todd, que a questionaram sobre as "jogadas sujas" atribuídas aos democratas no estado. Os apresentadores disseram que o governo Trump tenta lidar com o caso e freá-lo, sem sucesso até agora. A Fox Business chama o episódio de "decoy Dan" (Dan isca).
A tese do voto trocado
Lara Trump descreveu um cenário hipotético: eleitores teriam votado no "Dan Sullivan errado", e o senador poderia vencer por uma margem que seria apagada por esses votos, dados por pessoas que não sabiam ter escolhido outra pessoa. Para ela, é isso que torna legítimo o pedido de adiar a certificação.
A apresentadora disse saber que há um processo de apelação em andamento e que as partes avaliam como proceder. A transcrição não detalha prazos, números de votos nem a margem do resultado, e as alegações não foram verificadas de forma independente.
Voto ranqueado no centro da crítica
O alvo principal de Lara Trump foi o voto ranqueado (ranked-choice voting). Na avaliação dela, o sistema permite táticas que confundem candidatos e dão espaço a alguém que "nem queria estar na cédula". Ela citou que a foto do candidato isca aparece de moletom com capuz e classificou o caso como "totalmente maluco".
A apresentadora ligou o modelo à eleição do prefeito Zohran Mamdani em Nova York. Segundo ela, sem o voto ranqueado, Mamdani não teria chegado à prefeitura. Trata-se de uma opinião da convidada, não de um dado apurado pela reportagem.
Política e integridade eleitoral
Lara Trump, que foi copresidente do Partido Republicano em 2024, disse que o partido precisou processar um número "insano" de estados por itens básicos de integridade do voto, como a limpeza dos cadastros de eleitores. Ela também criticou os quatro anos de fronteira aberta e a oposição democrata à exigência de identificação do eleitor.
Na leitura dela, os democratas recorrem a esse tipo de tática porque não conseguem vencer com suas políticas. Ela afirmou que alguém precisa ser responsabilizado ao fim do caso e que não é possível conduzir eleições americanas com esse tipo de expediente.
Confiança na Justiça
Todd observou que preocupações republicanas costumam render manchetes e morrer nos tribunais, e perguntou se ela confia no sistema de Justiça para corrigir eventuais erros. Lara Trump respondeu que "toda eleição importa" e defendeu a escolha de bons juízes, que decidam pelo país e não por critérios partidários. Disse esperar que o caso termine bem.
Segundo ela, o presidente Donald Trump e o Departamento de Justiça não vão poupar esforços para garantir que o sistema funcione a favor dos americanos. Ela afirmou que o presidente "não vai deixar isso passar".
O que observar
A transcrição não traz dados de mercado. Para o investidor, o ponto de atenção é a incerteza sobre a certificação de uma vaga no Senado e o desfecho do processo de apelação, já que a composição da Casa influencia a agenda fiscal e regulatória em Washington. As acusações partem de uma apresentadora alinhada ao campo republicano e dependem de confirmação pelas autoridades eleitorais e pelos tribunais.






