EUA atacam alvos iranianos no Estreito de Ormuz após disparos contra aeronave americana
Autoridades dizem à Fox News que a ofensiva foi defensiva, enquanto Trump afirma que petróleo e gasolina cairão rápido quando encerrar o que chama de guerra de necessidade.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
Forças americanas lançaram ataques defensivos contra posições iranianas na região do Estreito de Ormuz na noite passada, em resposta a disparos do Irã contra uma aeronave dos EUA. A informação é de autoridades americanas que falaram à Fox News, segundo a emissora.
Segundo o correspondente Jonathan Hunt, que fez a transmissão ao vivo de Tel Aviv, os alvos ficavam na ilha de Qeshm, no coração do estreito, e teriam sido usados para atirar contra a aeronave. Um oficial americano disse que os EUA continuarão a agir dessa forma. Para Hunt, o episódio parece mais um dos ataques de retaliação recíproca que a região vê com regularidade há alguns meses.
Apesar da ação militar, o comandante em chefe segue pressionando pela via diplomática. De acordo com a Fox News, o presidente afirma não ter pressa em retomar os ataques a Teerã e, em outros comentários, pareceu disposto a dar uma chance à paz, ao menos por ora.
Petróleo, gasolina e o argumento político
O presidente disse que os EUA controlam o estreito por meio de um bloqueio naval. Segundo a emissora, ele afirmou que os preços do petróleo e da gasolina cairão muito rapidamente assim que encerrar o que descreve como uma guerra de necessidade. Trata-se de uma projeção do presidente, e não de uma estimativa de mercado.
Ele também ligou o tema ao calendário eleitoral. "Espero que as pessoas percebam isso quando forem à cabine de votação, porque tivemos de impedir o Irã de ter uma arma nuclear", declarou. Em seguida, afirmou que, se o Irã tivesse esse armamento, o país "nunca poderia funcionar da mesma forma" e o mundo seria um lugar diferente.
O que observar
Hunt relatou aumento da atividade diplomática na região, com o Irã conversando com vários intermediários. Autoridades iranianas, segundo ele, também fizeram advertências, mas a transcrição disponível termina antes de detalhá-las.
Para o investidor, o Estreito de Ormuz é um ponto sensível, e a combinação de confrontos pontuais com sinais de negociação mantém o quadro incerto. A trajetória dos preços de energia citada pelo presidente dependerá do rumo desse impasse, o que pode se refletir em bolsas, juros e câmbio.






