Trump diz que EUA deixarão de enviar US$ 4 bilhões anuais a Israel e culpa o Fed por orçamento desequilibrado
Em entrevista à Fox & Friends no dia das eleições de meio de mandato, presidente afirma que ajuda termina no fim do ano e defende juros mais baixos para equilibrar as contas.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao programa "Fox & Friends", da Fox News, no dia das eleições de meio de mandato, que os Estados Unidos deixarão de pagar a Israel os US$ 4 bilhões anuais que vinham sendo repassados. Segundo ele, o corte vale a partir do fim deste ano, e a medida foi combinada com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que "está bem com isso".
Trump justificou a decisão dizendo que Israel "se tornou um país muito bem-sucedido" e não precisa mais do dinheiro. Ele afirmou que Washington continuará disposto a ajudar caso o aliado precise, e que Israel poderá comprar as armas que quiser, assim como a Europa. Questionado pelo apresentador Brian se a ajuda era em equipamentos ou em dinheiro, o presidente disse que "considere uma permuta, ajuda militar ou dinheiro".
O presidente também ligou o tema à disputa eleitoral. Segundo Trump, a esquerda usa o pagamento de US$ 4 bilhões como ponto de ataque político, e ele citou o candidato democrata Abdul El-Sayed, em Michigan, que, de acordo com a pergunta de um dos apresentadores, aposta no desinteresse da nova geração em vender armas a Israel. Trump disse que retirar o assunto da mesa tira esse argumento dos adversários.
Fed, juros e contas públicas
O ponto de maior interesse para o mercado veio quando Trump disse que gostaria de equilibrar o orçamento americano e que acredita ser capaz de fazê-lo. Na avaliação dele, se o Federal Reserve tivesse reduzido os juros, os EUA teriam um orçamento equilibrado rapidamente. "É uma vergonha", declarou, ao criticar um Fed que, segundo ele, é "povoado por pessoas de Obama e Biden".
Trump defendeu que o país pague a menor taxa de juros do mundo, por ser, em suas palavras, o país mais "prime". Para o investidor, a fala reforça a pressão política sobre o banco central e a expectativa de que a Casa Branca continue cobrando cortes de juros, tema com efeito direto sobre os títulos do Tesouro, o dólar e a bolsa.
Economia e política externa
Na avaliação do próprio presidente, a economia está forte. Ele disse que a inflação está "resolvida" e afirmou que o petróleo caiu US$ 10. Segundo Trump, os EUA têm "controle total" do Estreito de Hormuz por meio de um bloqueio naval, e ele citou reportagem do Wall Street Journal segundo a qual mais petróleo saiu do estreito na semana passada do que em qualquer outro momento. Trump também disse ter batido recorde histórico de exportações, defendeu os cortes de impostos que classificou como os maiores da história (sem imposto sobre gorjetas, horas extras e benefícios da Previdência para idosos) e atribuiu a tarifas anúncios de novas fábricas, como a da Audi e da Toyota.
Sobre o Irã, o presidente disse que a operação militar derrubou a capacidade nuclear do país e classificou a ação mais recente, contra uma instalação antiaérea, como "ataque menor", e não guerra. Ele afirmou ainda que o Canadá deve fornecer fertilizantes e que um acordo comercial sem tarifas está próximo.
Trump disse que as empresas de defesa estão construindo 18 fábricas para ampliar a produção de mísseis, depois de, segundo ele, terem gasto US$ 51 bilhões em recompra de ações antes de sua chegada. As afirmações são do presidente e não foram verificadas de forma independente na transcrição.
No fim da entrevista, Trump pediu aos eleitores que "mantenham a América grande" e afirmou esperar que o resultado desta noite seja melhor do que se imagina.






