Apoio de deputada democrata a republicano abre racha no partido em disputa pelo Senado em Michigan
Haley Stevens declarou voto em Mike Rogers contra o correligionário Abdul El-Sayed, e a Fox News vê no gesto um teste para o futuro do Partido Democrata.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
A deputada democrata Haley Stevens, de Michigan, anunciou apoio ao candidato republicano ao Senado, Mike Rogers, em vez do nome de seu próprio partido, Abdul El-Sayed. O gesto surpreendeu e foi tema do programa "Jesse Watters Primetime", da Fox News, exibido no canal Fox Business.
Segundo o apresentador Jesse Watters, o endosso funciona como uma "permissão" para que outros democratas votem em republicanos. Na avaliação dele, democratas locais de Michigan já começaram a fazê-lo. O apresentador citou eleitores de Detroit que, em suas palavras, não votariam em determinado candidato nem se a ex-vice-presidente Kamala Harris o levasse pela mão.
Um partido dividido
Watters afirmou que a líder democrata Nancy Pelosi já havia sinalizado que não queria envolvimento com El-Sayed. Segundo o apresentador, ela teria sido forçada a endossá-lo depois, e agora diria que avisou. A fala não traz detalhes sobre como esse suposto endosso ocorreu.
O programa também apontou que o senador John Fetterman, democrata, teria chamado El-Sayed de "Mamdani do Meio-Oeste", e que o ex-senador Joe Manchin passou a apoiar Rogers. Manchin disse conhecer o republicano, descrevendo-o como inteligente e "uma boa pessoa". Esses pontos foram apresentados no programa e não foram checados de forma independente.
A crítica central de Watters é ideológica. Ele descreveu El-Sayed como um socialista muçulmano que defende reparações, e disse que o candidato já chamou o ex-presidente Barack Obama de "belicista" anos atrás. Trata-se da avaliação do apresentador, que tem linha editorial conservadora.
O que está em jogo
Para Watters, o futuro do Partido Democrata depende desta eleição. Ele lembrou que Michigan abre cedo o calendário das primárias de 2028 e afirmou que, sem essa cadeira, as chances democratas de retomar o Senado ficam "bem pequenas". Segundo o apresentador, uma vitória de El-Sayed daria força a uma ala mais combativa e populista de esquerda, enquanto uma derrota deixaria em situação difícil nomes como Bernie Sanders e Elizabeth Warren.
O apresentador lembrou ainda que Donald Trump absorveu ataques de dentro e de fora de seu partido em 2016 e sobreviveu, o que, segundo ele, pode ter-lhe dado mais força. Watters questionou se o movimento em torno de El-Sayed teria resistência semelhante.
Para o investidor, o episódio interessa menos pelos detalhes da disputa e mais pelo que ela pode indicar sobre a composição do Senado americano, que influencia a pauta fiscal e tributária em Washington. A transcrição não traz projeções econômicas nem números de pesquisas, e o desfecho em Michigan segue em aberto.






