Apoio de Haley Stevens a republicano em Michigan provoca reação negativa entre democratas
Segundo a Fox Business, o endosso a Mike Rogers contra Abdul El-Sayed, a dois dias da eleição, expõe o racha no Partido Democrata em Michigan.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada democrata Haley Stevens provocou uma onda de críticas ao declarar apoio ao republicano Mike Rogers na disputa pelo Senado em Michigan, em vez de seu correligionário Abdul El-Sayed. Segundo a análise do colaborador da Fox News Richard Fowler, ouvido no programa Fox Report, o gesto causou mais dano à própria Stevens do que à campanha de El-Sayed.
Para Fowler, o movimento veio tarde demais: muitos eleitores de Michigan já votaram, e o país está a 48 horas das eleições de meio de mandato. Na avaliação dele, se o endosso tivesse sido anunciado em agosto ou em outubro, poderia ter criado uma estrutura de permissão para que eleitores dessem uma segunda olhada em Rogers. Feito agora, avaliou, não produz o efeito pretendido.
Contradição e reação dentro do partido
Fowler destacou que, seis dias antes, Stevens havia dito que o foco deveria estar em reduzir custos, proteger o sistema de saúde e derrotar a agenda de Donald Trump. Segundo ele, o site da deputada fala de uma agenda de esperança e critica Trump e os republicanos. Na avaliação do analista, os eleitores não acreditam que a explicação dela seja sincera e enxergam uma manobra política para falar da parlamentar na televisão.
O colaborador também afirmou que a presidente do partido democrata em Michigan teria dito que Stevens não é mais integrante da legenda no estado. Fowler relatou ainda que a deputada, dois dias antes, dizia concordar com a ideia de fazer campanha ao lado de El-Sayed, e atribuiu a mudança a uma questão pessoal dela com o candidato democrata.
O diretor de comunicação da campanha de Stevens contra o câncer, de acordo com a leitura feita no programa, deixou o cargo e escreveu na rede X que ela traiu valores que dizia defender. A deputada democrata Debbie Dingell, também citada no programa, afirmou que os moradores de Michigan estão preocupados em pagar a hipoteca, encher o tanque e arcar com mantimentos, saúde e moradia.
Argumento de Stevens e o que está em jogo
O apresentador questionou se o gesto seria apenas uma tentativa de chamar atenção, lembrando que Stevens deixará o cargo em janeiro e, em muitos aspectos, comprometeu o próprio futuro político. Stevens, segundo o programa, justifica a decisão como amor ao país e prioridade do país sobre o partido. Fowler respondeu que apoiar um republicano não torna alguém antiamericano, mas que os eleitores rejeitam quem muda de lado na última hora e faz a política girar em torno de si.
O apresentador lembrou ainda que El-Sayed e Peter foram para a eleição primária com diferença de menos de um ponto percentual, e que Stevens costuma ter respaldo entre os democratas do estado. Sobre o anúncio que culpa Israel pela alta dos preços dos alimentos, a campanha de El-Sayed, segundo Fowler, já o condenou várias vezes.
Para o investidor, o episódio é um indicador de ruído político em um estado-chave a poucos dias das eleições de meio de mandato, com potencial de influenciar o equilíbrio de forças no Senado. A composição da Casa pode afetar a pauta fiscal, tributária e de gastos públicos, variáveis acompanhadas de perto pelo mercado, embora a transcrição não traga projeções sobre bolsa, juros ou dólar.






