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EDIÇÃO Nº 008 · BRASILQUARTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2026 · 11:59
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Bolsas dos EUA abrem em alta com vitória democrata, dólar cai a R$ 5,46 e Ibovespa fica de lado antes do Copom

Futuros do S&P 500 e do Dow sobem, ouro avança 2,84% e VIX recua 10,66%; Ibovespa opera estável em 165.528,92 pontos e o mercado aguarda a Selic, após o fechamento

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · 2 MIN

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Bolsas dos EUA abrem em alta com vitória democrata, dólar cai a R$ 5,46 e Ibovespa fica de lado antes do Copom

O mercado abre esta quarta-feira (4/11) com apetite por risco no exterior após a vitória democrata nas eleições legislativas americanas. Os futuros do S&P 500 sobem 0,73%, a 7.652,50 pontos, e os do Dow avançam 1,74%, a 52.799,00. O VIX, índice de volatilidade, cai 10,66%, a 18,61. O dólar perde força: o DXY recua 0,63%, a 101,23.

Brasil: Ibovespa estável, dólar em baixa e Selic no radar

O Ibovespa abre praticamente parado, em 165.528,92 pontos (0,00%), depois de acumular a sexta queda seguida e marcar o menor fechamento desde janeiro. Pesam a incerteza sobre o rumo econômico do futuro governo, o dólar no maior patamar do ano e a expectativa pelo Copom.

O dólar comercial recua 0,52%, a R$ 5,46, em sintonia com o mercado externo e com a vitória democrata nos EUA. O foco dos agentes volta à Selic: o Banco Central anuncia a decisão somente depois do encerramento dos negócios.

No noticiário corporativo, o Itaú somou R$ 12,6 bilhões de lucro recorrente no 3º trimestre, com ROE de 23,6%, mas a inadimplência dá sinais iniciais de aperto. Em coletiva, o CEO Milton Maluhy citou juros elevados, câmbio volátil e cautela dos investidores com seus portfólios. A semana de balanços segue com BB Seguridade e WEG em evidência. A Aeris, fabricante de pás eólicas, pediu recuperação extrajudicial para renegociar passivos, e o plano ainda depende da ratificação dos acionistas em assembleia.

Exterior: tecnologia fica de lado, juros longos sobem

Os futuros da Nasdaq oscilam perto da estabilidade, em queda de 0,06%, a 28.288,50 pontos, e o Micro Nasdaq Futuro tem o mesmo movimento, a 28.289,50. A vitória democrata reduziu a incerteza, segundo a Bloomberg, e os bancos europeus voltam a subir. Wall Street revisa cenários diante do novo poder de negociação orçamentária no Congresso americano.

O rendimento do Treasury de 10 anos sobe 1,19%, a 4,95. Na zona do euro, a inflação atingiu o maior patamar em três anos, pressionada pela energia, o que antecipa nova fase de aperto monetário. O petróleo WTI cai 1,97%, a US$ 94,20. O ouro sobe 2,84%, a US$ 4.052,40, e o Bitcoin avança 1,24%, a US$ 78.298,22.

O que acompanhar

O principal evento é o anúncio do Copom, depois do fechamento do mercado. Também estão no radar a continuidade da temporada de balanços e a reação dos mercados ao novo equilíbrio de forças no Congresso americano. Na política brasileira, o Senado aprovou em 1º turno a PEC da Segurança, e a maioridade penal fica para uma nova PEC. As montadoras americanas pedem ao Congresso o veto permanente a carros chineses, com proposta bipartidária pendente no Senado. Entre os riscos citados, estão a inflação europeia e a incerteza sobre o rumo econômico do próximo governo no Brasil.

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