Eve, ligada à Embraer, avança com a FlyBIS e prevê carros voadores no Sul do Brasil
A Eve Air Mobility firmou com a FlyBIS um contrato que abrange até 12 eVTOLs, com operações previstas para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

Nesta quarta-feira (4), a Eve Air Mobility, companhia ligada à Embraer, divulgou um entendimento com a FlyBIS Aviation Limited que pode levar à venda de até 12 eVTOLs, veículos elétricos capazes de decolar e pousar na vertical e conhecidos popularmente como carros voadores. De acordo com o Money Times, o contrato contempla duas encomendas confirmadas e opções de compra de outras 10 unidades. As informações constam de comunicado das empresas, conforme Money Times e Estadão.
O entendimento não começa do zero. De acordo com Money Times e Estadão, o acordo dá continuidade a uma Letter of Intent (LOI) assinada em 2022. A sinalização inicial, que até então existia como intenção, ganha agora forma contratual, o que sugere que o projeto avança do campo declaratório para o comercial.
A FlyBIS é descrita pelo Estadão como uma startup. Conforme o Money Times e o Estadão, a companhia quer colocar os eVTOLs da Eve em operação na porção meridional do país, a começar por Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Trata-se de uma iniciativa entre empresas privadas, e as informações apuradas não mencionam recursos públicos envolvidos.
Segundo Money Times, a rota citada liga Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis, em Santa Catarina. Já no estado gaúcho, a operação mencionada alcança localidades da Serra, entre elas Gramado e Bento Gonçalves. O desenho inicial combina cidades litorâneas e polos turísticos da serra, o que indica um uso voltado a deslocamentos regionais.
O que está em jogo é quanto desse potencial se transforma em encomenda efetiva. Dos até 12 eVTOLs previstos, apenas dois são pedidos firmes, e os outros dez são direitos de compra que dependem de decisões futuras. As informações disponíveis não trazem valor do contrato, prazo de entrega nem data para o início das operações.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha a Embraer, o acordo reforça a agenda de mobilidade aérea da Eve, mas o efeito imediato tende a ser limitado, já que a maior parte das unidades ainda são direitos de compra. O principal sinal está na conversão de uma intenção antiga em contrato, dado que o mercado costuma observar a tração comercial de novos produtos. Quem investe deve acompanhar futuros comunicados sobre a transformação dos direitos de compra em pedidos firmes e o cronograma de operação, informações que a apuração disponível não traz. Esta análise não constitui recomendação de compra ou venda.



