Virada democrata no Congresso dos EUA põe agenda de Trump em xeque
Segundo as reportagens, a derrota do Partido Republicano reflete desgaste com a guerra contra o Irã e com o custo de vida
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 3 MIN

Os democratas ficaram com a maior parte das cadeiras da Câmara dos Representantes e também do Senado dos Estados Unidos, e a legenda de Donald Trump deixou de comandar as duas Casas do Congresso. De acordo com a Revista Oeste, a contagem começou logo depois que as primeiras seções eleitorais encerraram a votação, às 20h do dia 3, uma terça-feira, pelo relógio de Brasília, e o desfecho se definiu na madrugada da quarta, dia 4. Para quem acompanha os mercados, a mudança reduz a margem do governo para avançar sem negociação.
No Senado, a legenda emplacou 20 parlamentares e alcançou 54 das 100 cadeiras, somando ainda sete assentos que antes eram dos republicanos, segundo a Revista Oeste. Na Casa baixa, 25 cadeiras que antes eram republicanas trocaram de mãos em mais de dez estados, e a bancada democrata chegou a 228 deputados, acima da maioria absoluta de 218. Estavam em disputa 435 vagas na Câmara e 35 no Senado.
Segundo o Money Times, as vitórias vieram em redutos tradicionais dos republicanos, algo que não acontecia havia gerações. No Kansas, o parlamentar eleito pela legenda democrata é o primeiro do partido a ocupar a vaga em quase cem anos, desde a crise econômica dos anos 1930. Já na Carolina do Sul, a margem de Trump em 2024 foi de quase 18 pontos, mas o candidato ao Senado que ele escolheu perdeu a disputa. Os democratas também venceram no Texas e em Iowa.
A reportagem atribui a virada a três fatores: a guerra contra o Irã, considerada impopular, o alto custo de vida e a insatisfação com o governo Trump. Segundo o texto, dezenas de milhões de eleitores votaram contra o presidente. A dimensão final da onda democrata ainda estava sendo definida no momento da publicação.
Na quarta-feira, 4, depois da divulgação do resultado, os mercados da Ásia terminaram o pregão em sinais opostos, sem uma tendência comum. Para o mercado, a eleição é vista como um revés para a governabilidade republicana, com tendência de mais resistência no Congresso às iniciativas de Trump.
O que muda para o investidor
Na leitura do Money Times, a principal consequência é a possibilidade de a agenda do governo avançar mais devagar, já que projetos do Executivo tendem a enfrentar mais obstáculos no Legislativo. Investidores costumam ver com bons olhos um Congresso dividido, cenário em que a Casa Branca perde a maioria no Legislativo e, por isso, o avanço de medidas mais radicais fica mais difícil. Ainda assim, o efeito real dependerá de como o novo equilíbrio de forças se traduzirá em votações concretas.


