Departamento de Justiça vai recorrer de decisão que barrou contestação à certificação da eleição ao Senado no Alasca
Juiz federal considerou inviável o pedido do governo, porque votos já foram misturados; para Josh Ritter, da Fox News, a questão central é saber se eleitores foram enganados.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que vai recorrer da decisão de um juiz federal que rejeitou a contestação à certificação da eleição para o Senado no Alasca. A informação foi divulgada pela Fox Business, que acompanha o caso, ligado à polêmica batizada de "decoy Dan".
Segundo o relato do canal, o magistrado escreveu que o remédio solicitado pelo governo americano é inviável. O argumento é que muitos eleitores já depositaram seus votos, e que esses votos foram misturados ("commingled") e não podem mais ser atribuídos separadamente à democrata Mary Peltola ou ao DSCC, o comitê de campanha dos senadores democratas.
Uma voz que aparece na transmissão, sem identificação clara na transcrição, criticou Peltola, sua equipe, a equipe do senador democrata Chuck Schumer e a direção do DSCC. Na avaliação dessa fonte, eles teriam tratado o Alasca com desdém e feito de "enganar pessoas" a primeira providência para que o voto pudesse ser descartado. Trata-se de opinião, não de fato comprovado.
Prazo e mérito
O apresentador Todd perguntou ao colaborador da Fox News Josh Ritter se ele esperava uma decisão da Suprema Corte já no dia seguinte. Ritter respondeu que seria "extremamente rápido", já que a corte costuma se mover em ritmo glacial.
Para Ritter, o Departamento de Justiça sustenta que os fundamentos da extinção do processo foram processuais, e o juiz disse que é tarde demais para agir. Ele afirmou que a pergunta mais relevante segue sem resposta: se houve manobra para enganar eleitores e se ocorreu fraude. É isso, disse, que o governo pretende esclarecer ao apelar.
Ritter lembrou ainda que o gabinete do procurador federal no Alasca anunciou, na semana passada, uma investigação criminal paralela sobre o caso. A transcrição não detalha o alvo nem o alcance dessa apuração.
Nova eleição e o argumento dos votos já depositados
Questionado por Todd sobre a existência de precedente para a convocação de nova eleição, Ritter disse não saber. Ele afirmou que há fundamentos para que, antes de certificar o resultado, se verifique se os votos foram dados sem que o eleitor tenha sido enganado. Segundo ele, um eventual adiamento da certificação poderia ser feito em prazo curto.
Todd também questionou o argumento do juiz de que muitos votos já foram depositados, observando que isso soa como dois erros tentando fazer um acerto. Ritter classificou o raciocínio como "fatalista" e disse que o fato de os votos terem sido dados não responde à pergunta sobre um eventual ardil contra os eleitores. Na avaliação dele, o caminho mais prudente seria pausar a certificação e apurar se cada voto foi dado por alguém confundido pelo nome.
Todd observou que o Alasca pode ser o último estado a anunciar o vencedor da disputa. A transcrição não traz informações sobre efeitos do caso em bolsa, juros ou câmbio, e o desfecho do recurso ainda é incerto.






