Disputa entre Fetterman e El-Sayed ameaça o plano de unidade de Schumer entre os democratas
Líder da minoria no Senado pede união, mas rebeldes dizem que não o apoiarão, e comentaristas da Fox veem uma briga interna que tende a ser dura.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O líder da minoria no Senado dos Estados Unidos, o democrata Chuck Schumer, tenta vender uma mensagem de unidade, mas uma briga pública entre o senador John Fetterman, da Pensilvânia, e o senador eleito Abdul El-Sayed, de Michigan, ameaça complicar seus planos. A informação é da jornalista Alexandria Hoff, da Fox News, em reportagem exibida pela Fox Business.
Segundo a reportagem, o conflito começou em julho, quando um áudio vazado mostrou El-Sayed usando linguagem violenta. Parte do público achou que o alvo era Haley Stevens. Em resposta, El-Sayed disse que se referia a Fetterman, a quem acusou de trair os valores que o elegeram.
Fetterman reagiu e, conforme a reportagem, cobrou El-Sayed por sua reação. Disse que o colega tem o pior caso de "síndrome de homem pequeno" que já viu. Questionado sobre o episódio, Schumer tentou minimizar o drama e afirmou que o tema é a unidade. Também disse que, como líder, escolhe o tema da campanha, "caos e corrupção", mas que não é o melhor "baterista" para cobrar a execução.
Rebeldes dizem que não apoiarão Schumer
El-Sayed está entre os democratas que dizem publicamente que não votarão em Schumer, de 75 anos, para a liderança. Segundo a reportagem, ele não está sozinho. Troy Jackson, Peggy Flanagan e Annie Andrews também afirmam que não darão apoio ao senador.
Na avaliação de um dos apresentadores, vários desses nomes são candidatos ligados ao senador Bernie Sanders e, por isso, seriam previsivelmente contrários ao establishment e a Schumer. O caso de Andrews seria diferente: ela defende a troca de geração no partido, discurso que, na análise do canal, pode ganhar força entre democratas mais jovens.
"Uma briga brutal" e a pauta do custo de vida
Para o comentarista Charlie Hurt, a crise é ruim para Schumer, mas ele tem uma maioria grande o bastante para perder alguns votos sem grande diferença. Hurt vê um lado positivo para os republicanos: o Partido Democrata será obrigado a travar uma disputa interna que, segundo ele, "vai ser brutal" e a definir o que quer ser.
Hurt afirmou que os democratas falam em acessibilidade financeira, mas têm como plataformas centrais, na visão dele, o preço da gasolina e a retirada de mais dinheiro do bolso do contribuinte. O apresentador chamou o partido de "o partido da inacessibilidade". É uma avaliação do comentarista, não um dado apurado pela reportagem.
A apresentadora Rachel disse que os dois lados diagnosticam mal o resultado recente. Para ela, Schumer tenta atribuir a ampla maioria à sua liderança, enquanto a vitória teria vindo, na verdade, de um apoio bipartidário contra a guerra. Ela afirmou que o problema se repete na direita, onde alguns defendem o retorno aos tempos de Bush e dizem que a imigração foi dura demais. Para ela, o tema era a acessibilidade financeira, afetada pela guerra.
Para o investidor, o episódio indica que a pauta de custo de vida, com preço de combustíveis e carga tributária, deve seguir no centro do debate político americano. Os comentaristas concordam que a disputa pela liderança democrata começará logo, e o desfecho dela ainda é incerto.



