Fox Business: após derrota nas urnas, Laura Ingraham defende que Trump encerre a guerra no Irã
Apresentadora diz que a coalizão republicana só será reconstruída com o fim do conflito, enquanto o preço da gasolina e o risco de petróleo a US$ 175 pesam sobre o governo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A apresentadora Laura Ingraham afirmou, em seu programa na Fox, que o presidente Donald Trump deveria encerrar a guerra no Irã e "cortar as perdas" após a derrota republicana nas eleições legislativas de meio de mandato, que ela classificou como "avassaladora". Segundo a apresentadora, a coalizão que elegeu Trump em 2024 não poderá ser reconstruída enquanto o conflito continuar.
Segundo a análise de voto da própria Fox News citada no programa, 94% dos eleitores das eleições intermediárias disseram que a guerra no Irã foi um fator importante para a decisão. Ingraham também apontou a frustração com os preços elevados da gasolina como motor do resultado nas urnas.
A apresentadora afirmou que os democratas pretendem, já no primeiro dia, agir para encerrar a guerra, inclusive cortando o financiamento das operações. Na avaliação dela, isso inviabiliza uma mudança de regime em Teerã e reduz o incentivo do Irã a se render após mais uma campanha de bombardeios.
As duas opções de Trump
Ingraham colocou duas alternativas diante do presidente. A primeira, que chamou de "opção George W. Bush", seria insistir na guerra apesar da opinião pública. Ela lembrou que, em março de 2006, pesquisa Gallup mostrou que 60% dos americanos consideravam que a guerra do Iraque não valia a pena, e que o Partido Republicano acabou "aniquilado" em 2008.
A segunda opção seria aceitar os fatos e seguir adiante, como faria um empresário diante de um empreendimento fracassado. Para a apresentadora, Trump já obteve ganhos, pois reduziu de forma significativa a capacidade militar iraniana, incluindo a destruição de sua marinha e de parte da cúpula. Caberia agora, segundo ela, transferir a tarefa aos países do Golfo e a outros potencialmente ameaçados.
Ingraham alertou ainda para o risco econômico de uma escalada. Se o Irã respondesse a um novo ataque destruindo 40% da infraestrutura de petróleo do Golfo, disse ela, o barril poderia chegar a US$ 175, com impacto severo sobre o restante do mandato de Trump. Para investidores, o cenário evidencia como energia e inflação seguem ligadas ao desfecho do conflito.
Convidados divergem em detalhes
O historiador Victor Davis Hanson, do Hoover Institution, defendeu uma versão modificada: verificar por inteligência se a instalação conhecida como Pickaxe Mountain guarda material nuclear utilizável e, se não, encerrar a ofensiva, manter as sanções, evitar negociações e manter o estreito aberto. Byron York, colaborador da Fox News, disse acreditar que Trump provavelmente não fará novo ataque, e que há quem o aconselhe a manter a pressão econômica.
A Fox informou, citando a repórter Jennifer Griffin, que Trump reuniu sua equipe de segurança nacional para discutir a retomada de operações militares. Ingraham disse que os democratas devem assumir a Câmara e o Senado em 3 de janeiro e que, segundo ela, "vão encerrar esta guerra".
Lições na Flórida
Em entrevista no mesmo programa, o governador da Flórida, Ron DeSantis, disse que o estado não ficou imune à onda democrata, mas venceu todas as disputas estaduais. Segundo ele, uma iniciativa de redução de impostos sobre propriedade, aprovada por ampla margem, ajudou a levar eleitores às urnas. DeSantis comparou o desempenho com o do Texas, onde, em sua avaliação, os republicanos sofreram um "evento de extinção".
DeSantis também criticou a falta de produtividade do Congresso republicano e afirmou que parte dos eleitores ficou em casa por frustração com promessas não cumpridas. Ele defendeu que o Senado confirme todos os juízes conservadores pendentes até 3 de janeiro. As avaliações são do apresentador e dos convidados, não da redação.



