entidades de controle e contabilidade exigem de lula e estados rigor fiscal e ajuste de contas
carta aberta do cfc e da atricon entregue na quarta-feira exige responsabilidade fiscal, planejamento e segurança jurídica.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE O ANTAGONISTA · 2 MIN

segundo o antagonista, o conselho federal de contabilidade e a entidade que representa os conselheiros das cortes de contas exigiram do governo federal e dos estados maior controle dos recursos públicos. a cobrança ocorreu por meio de uma carta aberta divulgada na última quarta-feira, 4.
conforme a publicação, as entidades entregaram a proposta de criação da agenda conjunta pelo brasil diretamente ao presidente luiz inácio lula da silva e aos governadores. o documento traz a defesa de que "o equilíbrio fiscal não depende apenas de cortar despesas ao máximo ou elevar arrecadações", segundo os dados apurados.
a iniciativa leva as assinaturas de edilson de sousa silva, dirigente da atricon, e de joaquim de alencar bezerra filho, representante do cfc, e defende o planejamento, a alocação e a avaliação contínua para buscar o equilíbrio das contas públicas. além disso, o texto propõe a sinergia nas fiscalizações financeiras governamentais, além da adoção de diretrizes contábeis voltadas ao setor público alinhadas aos padrões ipsas.
ainda de acordo com o antagonista, a carta menciona a necessidade de simplificação, redução tributária e segurança jurídica dentro do contexto da reforma tributária. a autarquia contábil abrange mais de meio milhão de especialistas da área, enquanto a atricon reúne membros de 33 tribunais de contas, demonstrando a capilaridade da cobrança por parcerias técnicas contínuas junto aos governos.
O que muda para o investidor
a pressão institucional por disciplina fiscal, planejamento e segurança jurídica na alocação de recursos públicos repercute diretamente na percepção de risco dos agentes econômicos. para quem opera nos mercados financeiros, a exigência de controle de gastos e de normas contábeis mais transparentes afeta a previsibilidade macroeconômica, o apetite ao risco em ativos locais e a precificação de contratos futuros na bolsa, no câmbio e na curva de juros.

