Sob Lula, Fazenda reacende dúvida sobre ajuste fiscal, aponta O Antagonista
Texto de opinião cita alertas de Meirelles, o fracasso de Haddad no ajuste de 2024 e a frase de Fonteles sobre equilíbrio fiscal.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE O ANTAGONISTA · 2 MIN

Segundo O Antagonista, em texto de opinião, o Ministério da Fazenda do próximo governo Lula é um ponto de dúvida para quem acompanha as contas públicas. O artigo parte de um debate sobre um texto de André Lara Resende e ganha peso depois da reeleição de Lula para um quarto mandato, em uma eleição em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi derrotado.
O texto lembra que Fernando Haddad tentou um ajuste fiscal em novembro de 2024, e que o dólar subiu para R$ 6 naquele período. Haddad também perdeu no primeiro turno da disputa pelo governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo o veículo.
O nome de Rafael Fonteles, reeleito governador do Piauí, aparece como especulação para a Fazenda federal. Ao reconduzir Emílio Joaquim de Oliveira Júnior à Secretaria de Fazenda do estado, em seu 4º mandato, Fonteles publicou “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”, lembra O Antagonista.
Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, alertou para o risco de recessão no próximo governo caso não haja ajustes, de acordo com o texto. Ele disse que é preciso avaliar a força do ministro junto a Lula, o que, segundo a reportagem, é o ponto central da discussão.
O texto também registra posições contrárias ao ajuste. Sérgio Gabrielli, Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos afirmam que o governo não precisa de ajuste fiscal. Para O Antagonista, a decisão sobre a política da Fazenda cabe a Lula, e não ao ministro.
O veículo também recupera o histórico da pasta. Antonio Palocci comandou a Fazenda no primeiro governo Lula, ao lado de Meirelles na presidência do BC. Guido Mantega ocupou o cargo no governo Dilma, reapareceu na transição de 2022 e, segundo o texto, foi alvo de uma tentativa de Lula de colocá-lo na presidência da Vale, antes de seguir para o Banco Master.
O que muda para o investidor
Em termos gerais, dúvida sobre a condução das contas públicas costuma aparecer no câmbio e nas expectativas para os juros, variáveis que pesam sobre a bolsa e sobre setores ligados ao crédito. O texto de O Antagonista não traz dados novos sobre orçamento ou metas, e a discussão gira em torno de quem decide a política econômica. Por isso, o investidor tende a acompanhar sinais concretos do governo sobre metas fiscais e sobre a composição da equipe econômica. Esta matéria não é recomendação de compra ou venda e não projeta cotações.






