EUA fazem ataque limitado a defesa antiaérea do Irã e avaliam retomar operações militares de maior escala
Trump diz que decisão virá em breve após reunião com equipe de segurança; para o general Jack Keane, pressão econômica só funciona combinada a ações de combate.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Forças americanas realizaram um ataque limitado contra um sistema de defesa antiaérea do Irã, e o presidente Donald Trump pondera os próximos passos num conflito que pode voltar a ganhar escala. Segundo a Fox Business, Trump afirma que a decisão será conhecida em breve e reuniu esta semana sua equipe de segurança nacional para discutir outra rodada de operações militares.
Trump classificou a ação como menor. Segundo o presidente, o Irã havia montado um pequeno dispositivo antiaéreo, que foi neutralizado em cerca de 15 minutos, talvez cinco. Ao mesmo tempo, o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou uma força-tarefa para interromper o envio de armas e materiais ao Irã por terra. O Departamento de Estado, por sua vez, oferece até US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear iraniano.
A emissora relatou ainda que vários altos funcionários americanos se reuniram com Trump para debater a retomada de operações. Uma nota da equipe do canal citou o dia 9 de novembro, início da próxima semana, como data de interesse, por coincidir com a lua nova no Oriente Médio, ou seja, noites sem luar.
Três caminhos, segundo Keane
O general quatro estrelas aposentado Jack Keane, analista sênior de estratégia da Fox News, afirmou não ter participado da reunião, mas descreveu três opções diante do presidente: fechar um acordo, manter a pressão econômica na esperança de que o regime colapse ou ceda, ou voltar a operações de combate de grande porte para encerrar o regime de vez.
Sobre o acordo, Keane duvida que o Irã o cumpra. Na avaliação do general, o regime receberia dinheiro para se reconstruir e poderia dizer à própria população que resistiu aos Estados Unidos e a Israel. Isso, segundo ele, esvaziaria a população e levaria aliados da região a se acomodar a um regime que manteria seu poder. A sobrevivência de Israel, disse, continuaria em questão.
Os limites do bloqueio
Sobre a pressão econômica, Keane chamou o bloqueio de requintado, mas apontou uma falha: sete países fazem fronteira com o Irã, com 25 pontos de passagem. Segundo o general, Teerã trabalha com esses vizinhos, e a China empurra mercadorias via Paquistão, que ele descreveu como cúmplice. Na visão do analista, a economia iraniana pode até entrar em colapso, mas haverá dinheiro suficiente para o regime se manter, pois a sobrevivência é a única coisa que lhe importa.
Por isso, afirmou, a pressão econômica só é boa opção combinada a operações de combate de grande porte, que criariam as condições para o colapso. Keane descartou o envio de duas divisões blindadas, como no Iraque, e a troca de poder por paraquedistas. Defendeu dar oportunidade a grupos dentro do Irã que, segundo ele, querem o fim do regime e estão dispostos a pegar em armas.
Questionado sobre a duração de uma eventual campanha, Keane disse esperar que a discussão nem chegue a esse ponto e que ninguém fala em guerra prolongada. Argumentou que não se deve informar o inimigo sobre prazos. Segundo o general, os objetivos seriam finitos e depois dependeriam de condições, e o Irã reagiria com força, causando baixas e danos, mas sem deter os EUA.
O que observar
A transcrição não traz dados de mercado, e a análise é do canal e de seu convidado, não uma decisão tomada. Para o investidor, o ponto central é a incerteza: uma retomada de combates de maior escala ou a manutenção do bloqueio podem alterar o ambiente de risco, com possíveis reflexos sobre energia, juros, dólar e bolsas. Por ora, o próprio presidente diz que a definição virá em breve.


