Bolsa acumula sexta baixa seguida e chega ao menor fechamento desde janeiro
Incerteza sobre o rumo econômico do futuro governo, dólar no maior patamar do ano e expectativa pelo Copom pesam sobre a Bolsa.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

Na terça-feira, 3 de novembro, o principal índice da B3 fechou com recuo de 1,42%, marcando 165.528,92 pontos, e acumulou seis quedas seguidas. Segundo o InfoMoney, esse é o menor fechamento desde 19 de janeiro, um nível que o índice não via há meses. No começo de outubro, lembra a mesma fonte, a Bolsa ainda operava acima de 209 mil pontos.
O pregão foi de pressão generalizada, com peso concentrado em alguns papéis. Conforme o InfoMoney, as perdas foram puxadas por Petrobras (PETR3 e PETR4), Vale (VALE3) e pelo setor bancário, ao passo que WEG (WEGE3), Embraer (EMBJ3) e Santander (SANB11) diminuíram o tombo. O intervalo do dia foi de 164.446,53 pontos na mínima a 168.005,46 na máxima. O mini-índice WINZ26, que vence em dezembro, cedeu 1,44% e foi cotado a 168.035 pontos.
O pano de fundo, na leitura do InfoMoney, é doméstico. Entre os fatores citados estão dúvidas fiscais, o debate sobre uma queda acelerada da Selic e a indefinição da equipe econômica. A piora do humor coincidiu com o período posterior ao segundo turno das eleições brasileiras, e os juros futuros subiram junto com o dólar.
No câmbio, a Exame informa que o dólar comercial avançou 0,79%, cotado a R$ 5,487, no maior nível do ano. Segundo a mesma publicação, a falta de clareza sobre o rumo econômico da gestão Lula que virá também contribuiu para empurrar os preços. Para quem acompanha juros e moeda, a combinação de dólar mais caro com juros futuros em alta é o ponto que mais chama a atenção.
No exterior, conforme o InfoMoney, Wall Street não teve rumo definido, atenta à votação legislativa intermediária nos Estados Unidos, e o petróleo recuou. No Brasil, a agenda da semana tem um marco central: a decisão do Copom na quarta-feira, 4 de novembro, conforme a Exame.
Na leitura técnica, Gilberto Coelho, o Giba, analista da XP Investimentos, enxerga espaço para uma recuperação passageira em Yduqs (YDUQ3) e Klabin (KLBN11). Ele cita BOVA11 e SMAL11 como referências técnicas, também segundo o InfoMoney.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, o recado é que o risco doméstico voltou a pesar nos preços. Com dúvidas sobre o rumo das contas públicas e sobre a condução da política monetária, a decisão do Copom e os sinais da equipe econômica tendem a ganhar atenção redobrada, porque definem o custo do dinheiro e do dólar. Na linha que este jornal defende, a credibilidade fiscal é o que sustenta juros mais baixos no longo prazo. Esta reportagem não traz recomendação de compra ou venda e não projeta patamares para os preços.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
Seis quedas seguidas e fechamento em 165.528,92 pontos colocam o Ibovespa num ponto em que muita gente tenta adivinhar o fundo. A distância para os 209 mil pontos do começo de outubro mostra a força da tendência de baixa, e repique dentro de tendência de baixa costuma ser curto. Para quem opera o mini índice, vale esperar o gráfico confirmar a virada, com uma máxima acima da anterior, antes de ficar comprado. Até lá, operar a favor da tendência e respeitar o stop protege mais do que tentar acertar o fundo.



