Juros futuros sobem com temores sobre a agenda econômica do novo governo Lula
Taxas dos DIs avançaram na terça-feira, após o feriado de Finados, com o mercado atento à agenda econômica do novo governo, segundo InfoMoney.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Os juros futuros brasileiros subiram na terça-feira, 3 de novembro, primeiro pregão depois do feriado de Finados. Segundo InfoMoney, o movimento refletiu temores do mercado sobre a agenda econômica do novo governo Lula, em informação atribuída à Reuters.
Às 10h55, o DI com vencimento em janeiro de 2028 estava em 14,56%, ante ajuste de 14,48% na sessão anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2035 marcava 15,52%, ante 15,332% na sessão anterior.
Pelas cifras divulgadas, a alta foi mais intensa na ponta longa da curva. O vencimento de 2028 subiu cerca de 8 pontos-base, enquanto o de 2035 avançou cerca de 19 pontos-base. A taxa de um DI reflete o que o mercado espera para os juros até o vencimento do contrato, e por isso a ponta longa tende a captar com mais força as dúvidas sobre o horizonte fiscal.
Para o leitor de linha liberal, o ponto central é a credibilidade. Quando o mercado desconfia da condução das contas, cobra mais prêmio para financiar o país, e esse custo tende a aparecer em todo o sistema de crédito. A apuração disponível não detalha quais pontos da agenda geraram a preocupação, o que limita a dimensão que se pode atribuir ao problema.
Cabe acompanhar nas próximas sessões se a alta se sustenta e se o governo responde às dúvidas com sinais claros sobre as contas públicas.
O que muda para o investidor
Juros futuros mais altos elevam a taxa de retorno exigida de ativos de risco e reduzem o valor presente de fluxos distantes, o que costuma pesar sobre a bolsa. Para quem acompanha a Nasdaq e o dólar, a curva de juros é um dos canais pelos quais o noticiário fiscal chega aos preços, mas o efeito final depende de outros fatores que a apuração não cobre. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços. O leitor deve acompanhar a evolução das taxas e os sinais do governo sobre as contas públicas.






