Nasdaq futuro recua 0,82% na abertura, enquanto Hang Seng salta 3,67% e Ibovespa fica estável
Treasury de 10 anos cede a 4,89%, petróleo sobe 1,31% e ouro avança 1,40%. No radar: Selic em 13,75%, juros futuros e ruído político nos EUA após as eleições de meio de mandato.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · 2 MIN

Os mercados abrem o pregão de quinta-feira (05/11) em tom misto. Nos Estados Unidos, o Nasdaq futuro recua 0,82%, a 28.332,25 pontos, enquanto o Dow futuro sobe 0,73%, a 53.891, e o S&P 500 futuro avança 0,10%, a 7.728. O VIX, termômetro de volatilidade, marca 16,91 (+1,81%).
Brasil: Ibovespa estável e dólar em leve queda
O Ibovespa começa o dia praticamente de lado, a 167.563,47 pontos (variação de 0,00%). O dólar recua 0,11%, cotado a R$ 5,45. No radar doméstico está a Selic, mantida pelo Copom em 13,75%. A manutenção da taxa básica não alivia o crédito imobiliário, que segue pressionado pelos juros futuros e pela incerteza fiscal.
Exterior: tecnologia dividida, juros em queda e commodities em alta
Na Ásia, a Bolsa de Hong Kong registrou a maior alta diária em 21 meses: o índice Hang Seng saltou 3,67%, com destaque para o setor de tecnologia e para gigantes como Alibaba e Tencent. Em Nova York, porém, o Nasdaq futuro e o Micro Nasdaq futuro (28.333,50) operam ambos em queda de 0,82%.
No mercado de juros, o Treasury de 10 anos recua 1,17%, a 4,89. O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas, está estável em 101,57 (+0,00%). Entre as commodities, o petróleo WTI sobe 1,31%, a US$ 89,27, e o ouro avança 1,40%, a US$ 4.130,20. O Bitcoin cede 1,08%, a US$ 79.556,25.
O que pesa no radar
No noticiário político, o presidente Donald Trump defendeu a permanência de Pete Hegseth no cargo de secretário, em meio à derrota republicana nas eleições de meio de mandato, que muda o controle do Congresso. Especialistas avaliam que as mudanças políticas nos Estados Unidos não trarão alívio ao custo de empréstimos para diretores financeiros.
Uma pesquisa internacional também aponta sinais precoces de insolvência em fornecedores de multinacionais, pressionados por custos e tarifas, o que mantém a atenção sobre o estresse nas cadeias globais.
O que acompanhar
Os investidores devem monitorar o comportamento dos juros futuros no Brasil e a evolução da incerteza fiscal, que pesam sobre o crédito. Lá fora, o foco segue nos desdobramentos políticos em Washington após as eleições de meio de mandato, na trajetória do rendimento dos Treasuries e nos alertas de fragilidade entre fornecedores das grandes cadeias globais.

