Copom decide Selic nesta quarta com maioria apostando em manutenção em 13,75%
Mercado espera pausa nos cortes, e a agenda de inflação, emprego e a proposta de André Lara Resende devem pesar sobre o câmbio e o índice da B3.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

O Banco Central anuncia nesta quarta-feira (4) a decisão sobre a Selic, hoje em 13,75% ao ano. Segundo Money Times, a reunião do Copom ocorre na terça (3) e na quarta (4), e o dia junta a definição dos juros com indicadores capazes de agitar o câmbio e o principal índice da B3. Revista Oeste também aponta que o encontro começa na terça e termina na quarta, dia do anúncio.
A aposta majoritária é de cautela. De acordo com Money Times, 16 de 21 instituições projetam manutenção da Selic em 13,75%. Do outro lado, cinco casas, ASA, XP, Inter, Bradesco e BB Investimentos, apostam num recuo de um quarto de ponto, levando a taxa a 13,50%.
A leitura para o resto de 2026 é parecida. Pela mesma fonte, a expectativa dominante é de que os juros fiquem onde estão até o fim do ano, ainda que as previsões para dezembro não coincidam. O mercado também trabalha com a expectativa de pausa no ritmo de cortes nos próximos encontros.
A agenda de quarta vai além da Selic. Money Times lista o IPC-Fipe de outubro, que mede a inflação ao consumidor em São Paulo, o Caged e os dados de fluxo cambial. Os indicadores de preços, atividade e emprego do bloco europeu e da economia americana também estão no radar, o que mantém o câmbio sob observação em um dia de muitas variáveis.
A semana começou com ruído. Segundo Revista Oeste, o dólar subiu e a Bolsa caiu na terça (3), após o feriado de Finados na segunda (2). Money Times havia apontado, para a terça, a turbulência típica do fim de mês e a reorganização de portfólios.
O debate ganhou um componente extra com a proposta do economista André Lara Resende, formulador do Plano Real. Ele sugeriu uma nova fórmula para decidir a Selic, com um 'teto' ligado à inflação e ao crescimento. Segundo Money Times, o mercado leu a ideia como possível tabelamento de juros, o que desagradou investidores. Revista Oeste relata que a sugestão caiu bem entre membros do governo, enquanto a equipe econômica rejeita qualquer plano de fixar juros. Para quem defende responsabilidade fiscal e um Banco Central previsível, a questão vai além do número da decisão, porque toca nas regras que orientam os juros.
O que muda para o investidor
Se o Copom mantiver a Selic em 13,75%, como a maioria espera, o juro básico seguirá alto por mais tempo, o que tende a manter atrativas as aplicações atreladas à taxa e a pesar sobre setores mais dependentes de crédito. Um corte, ainda que pequeno, mudaria a leitura sobre o ritmo de afrouxamento. Em ambos os casos, convém observar o tom do comunicado e os números de preços e de vagas, já que eles podem mudar as apostas para o câmbio e para as ações. Já a discussão sobre uma fórmula para os juros exige atenção à previsibilidade: se o mercado passar a enxergar tabelamento, a precificação de risco pode exigir um prêmio maior, com reflexos sobre câmbio e ações.



