RD Saúde lucra R$ 439 milhões no 3T26, mas margem Ebitda recua
Dona de Raia e Drogasil cresce em lucro e receita, mas aperta a margem de Ebitda em resultado em linha com o consenso do mercado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

A RD Saúde (RADL3) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com R$ 439,1 milhões de lucro líquido ajustado, avanço de 9,2% sobre o mesmo intervalo de 2025, conforme o Money Times. A empresa responde pelas bandeiras Raia e Drogasil.
O balanço também registrou um Ebitda ajustado de R$ 1,024 bilhão, um salto de 14,7% em relação ao mesmo período de 2025. Mesmo assim, a margem desse indicador caiu 0,1 ponto percentual, chegando a 7,8%.
No topo da demonstração, a receita líquida somou R$ 11,4 bilhões, o que representa uma alta de 7,8% frente ao ano anterior. Segundo o Money Times, se deixarmos de lado a venda da 4Bio, o lucro ajustado avança 20,1% na comparação anual e a margem líquida ganha 0,1 ponto percentual.
A compressão da margem Ebitda, de acordo com a mesma fonte, decorre de aportes feitos em salários e benefícios dos colaboradores no final de 2025. Por outro lado, o aumento do lucro se deve às vendas e a despesas financeiras mais baixas.
Segundo a LSEG, via Reuters e repercutido pela InfoMoney, as projeções apontavam para R$ 429 milhões em lucro líquido e um Ebitda próximo de R$ 1 bilhão. O número final ficou em linha com o que o mercado projetava.
InfoMoney e Reuters tratam a companhia como líder do varejo farmacêutico nacional, posição que pesa bastante no segmento de saúde. Nesse tipo de negócio, ganho de escala costuma aparecer primeiro na receita e só depois na margem operacional.
Para o leitor que defende responsabilidade fiscal e um ambiente de negócios previsível, o balanço mostra uma empresa que cresce no lucro e na receita, com a ressalva de que esse avanço ainda não se converteu em margem operacional maior.
Leitura para quem investe
Como o lucro ficou em linha com o consenso, o balanço não traz surpresa negativa. O ponto de atenção é a margem Ebitda: se a pressão dos investimentos em remuneração e benefícios persistir, o avanço do lucro vai depender mais de receita e de despesas financeiras do que de eficiência operacional. Esta análise não é recomendação de compra ou venda e não projeta cotações.


