Itaú lucra R$ 12,6 bi no 3T26 com crédito em expansão e margem financeira em alta
Banco ficou perto do consenso de mercado, com carteira 10,2% maior em um ano e eficiência melhor, mas custo do crédito e capital pedem atenção.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

O Itaú Unibanco (ITUB4) apresentou, no 3º trimestre de 2026, um lucro gerencial recorrente de R$ 12,6 bilhões, segundo o InfoMoney. O balanço foi divulgado após o fechamento da terça-feira (3), e o resultado ficou próximo do que o mercado esperava, embora as casas de análise leiam os números de forma um pouco diferente.
Segundo InfoMoney, a mediana de analistas consultados pela Reuters era igual, em R$ 12,6 bilhões, ou seja, resultado em linha com o esperado. Já o Money Times, citando o consenso Bloomberg, registrou lucro médio estimado de R$ 12,714 bilhões, o que deixaria o número levemente aquém. Antes da divulgação, o Bradesco BBI projetava lucro de R$ 12,5 bilhões.
Na comparação anual, o lucro subiu 6,2%, de acordo com InfoMoney, enquanto Money Times apontou alta de 6,7% e avanço de 2,5% frente ao segundo trimestre. A margem financeira gerencial chegou a R$ 34,6 bilhões, com crescimento de 7,8% em doze meses. A margem com clientes subiu 6,6% e atingiu aproximadamente R$ 33,3 bilhões. Já a margem com mercado chegou a R$ 1,3 bilhão, crescendo 46,9%. Os itens extraordinários líquidos ficaram em R$ 291 milhões, ligados à reorganização do varejo do Itaú na Colômbia, e R$ 133 milhões foram de amortização de ágio.
O lado do crédito mostra expansão com pontos de atenção. A carteira chegou a R$ 1,544 trilhão, com alta de 10,2% em doze meses e de 1,4% no trimestre, e a carteira no Brasil cresceu 10,9% no mesmo período anual. O índice de atraso acima de 90 dias ficou em 2,0%, frente a 1,9% tanto no terceiro trimestre de 2025 quanto no segundo de 2026. Já a despesa com crédito totalizou R$ 10,4 bilhões, subindo 2,7% em relação ao trimestre anterior e 10,2% na comparação com um ano antes. Ainda segundo InfoMoney, o ROE anualizado foi de 23,6%, acima da estimativa de 23,3% do Goldman Sachs, e o índice de eficiência caiu para 37,5%, ante 38,8% no 3T25.
Nas receitas de serviços, houve recuo de 0,1% na comparação anual, para R$ 11 bilhões, enquanto a receita de seguros avançou 2%, chegando a algo próximo de R$ 3,5 bilhões. A rede física diminuiu: em setembro, o banco somava 2.180 agências e postos, contra 2.617 doze meses antes e 2.210 no fim de junho. O índice de capital principal ficou em 12,7%, contra 13,5% um ano antes, e os ativos passaram de R$ 3,3 trilhões.
Quanto às metas, o banco manteve as previsões: a carteira de crédito deve crescer de 5,5% a 9,5%, e o custo do crédito deve ficar na faixa de R$ 38,5 a 43,5 bilhões.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha o ITUB4, o balanço mostra um banco que cresce em carteira e em margem, com eficiência melhor, mas com custo do crédito em alta e capital principal menor do que um ano atrás. Como o lucro ficou próximo das estimativas, a leitura do mercado tende a se concentrar na qualidade desse crescimento, na inadimplência e na consistência das projeções. O investidor pode acompanhar se a eficiência e a margem se sustentam nos próximos trimestres e se o custo do crédito permanece dentro da faixa projetada pelo banco. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda.


