Suprema Corte americana rejeita pedido de Trump para anular cédulas da Califórnia às vésperas das midterms
Decisão sem justificativa, em uma frase, freia ação do governo federal que buscava barrar o voto de 20 mil eleitores na Califórnia.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o pedido do governo Trump para anular as cédulas de 20 mil eleitores da Califórnia, segundo InfoMoney. A decisão chegou na véspera das midterms, as eleições de meio de mandato marcadas para terça-feira (3), e recoloca no centro do debate até onde o governo federal pode questionar as listas de eleitores mantidas pelos estados.
Segundo InfoMoney, o governo sustenta que esses eleitores são estrangeiros inscritos de forma irregular nas listas da Califórnia. A Revista Oeste informa que a juíza Elena Kagan havia negado o mesmo pedido e que o governo afirma que as cédulas foram preenchidas por pessoas que provavelmente não são cidadãs americanas. O argumento central é que apenas cidadãos votam em eleições federais dos EUA.
Os números mudaram ao longo do caso. De acordo com o Times Brasil, o governo acusou inicialmente 190 mil pessoas sem direito a voto na Califórnia e depois revisou a cifra para 20 mil. A ação buscava impedir o envio das cédulas a esses eleitores, mas a votação antecipada já havia começado quando o processo foi apresentado. Pela Revista Oeste, o estado envia a cédula pelo correio a todos os eleitores registrados.
A resposta da Suprema Corte veio em formato enxuto: uma decisão sem assinatura, em uma frase e sem justificativa, dada em resposta a um pedido de emergência do governo, segundo o Times Brasil. Para quem acompanha o noticiário jurídico, a ausência de fundamentação impede saber, por ora, o raciocínio que levou à rejeição.
O que está em jogo vai além da Califórnia. O episódio expõe a tensão entre o governo federal e as regras estaduais de registro e envio de cédulas em plena reta final de uma eleição nacional, e a disputa sobre quem pode votar tende a ficar na memória política, qualquer que seja o resultado das urnas.
O que muda para o investidor
Sem prever preços nem recomendar compra ou venda, o efeito mais direto é a retirada de uma fonte de incerteza jurídica às vésperas da votação. Disputas sobre a validade de cédulas costumam aumentar o nervosismo de quem opera em dias de eleição, e um desfecho menos contestado reduz o risco de questionamentos sobre o resultado. Ainda assim, o mercado tende a reagir ao que as urnas indicarem sobre o rumo da política econômica e fiscal dos EUA, e não ao episódio judicial em si.





