Trump atribui derrota republicana ao preço da gasolina e diz que o 'amor' dos comícios não passou aos candidatos
Presidente afirma que repetiria a guerra contra o Irã, diz ter o veto para barrar a oposição e descarta preocupação com um eventual impeachment.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
O presidente Donald Trump afirmou que a guerra contra o Irã contribuiu para as perdas do Partido Republicano nas eleições legislativas, mas disse que repetiria a decisão. Em conversa com jornalistas na Casa Branca, exibida pela Fox Business, ele atribuiu o desempenho ruim sobretudo ao preço dos combustíveis, e não ao conflito em si.
Questionado sobre a tese de que os republicanos perderam por causa da guerra, Trump respondeu que ela é "em grande parte verdadeira", porque o conflito empurrou a gasolina para cima no curto prazo. Em seguida, disse que, se tivesse de decidir de novo, faria o mesmo, pois a longo prazo seria "a única resposta". Nas palavras dele, não se pode permitir que o Irã tenha uma arma nuclear.
Petróleo e Ormuz
Trump afirmou que esperava uma alta bem maior do petróleo e disse que hoje há "muito petróleo" saindo do Estreito de Ormuz, enquanto no início não havia nenhum. Para ele, o motivo principal da derrota foi o preço, "não a guerra". A transcrição não traz cotações nem dados de oferta, e as declarações são do presidente, sem checagem independente no vídeo.
Para o investidor, o ponto central é a ligação, reconhecida pelo próprio presidente, entre o conflito no Oriente Médio, o preço da energia e o humor do eleitor. Combustíveis mais caros tendem a pesar sobre a inflação e, por consequência, sobre a trajetória dos juros. Esse raciocínio é uma leitura do mercado, não algo dito por Trump.
Comícios e um Congresso dividido
Sobre a campanha, Trump disse não ter arrependimentos. Segundo ele, se estivesse na cédula, o partido teria vencido, e afirmou que milhares de pessoas lotavam cada comício. "Não conseguimos transferir o amor para os candidatos", disse, ao relatar que ficou "bastante impressionado" com o carinho nos cerca de 30 comícios.
Com a Câmara sob controle democrata, o presidente disse que deve se entender com a oposição, "a menos que queiram ser destrutivos". Lembrou que tem o poder de veto e afirmou que os democratas já telefonaram para propor conversas, o que considerou positivo. Um Congresso dividido costuma limitar a aprovação de pautas fiscais e tributárias, e o veto funciona como freio a iniciativas da oposição.
Trump também foi perguntado sobre a possibilidade de um impeachment. Disse que não está preocupado "nem um pouco" e avaliou que a manobra "destruiria o Partido Democrata". Questionou o motivo do processo, "por ter um país bem-sucedido?", e declarou que os Estados Unidos estão mais prósperos agora do que em qualquer outro momento da história. Trata-se de uma avaliação do presidente, que a transcrição não sustenta com números.
Na mesma entrevista, ele falou da obra do salão de baile na Casa Branca e do conserto do espelho d'água do National Mall, que, segundo ele, não funcionava desde 1922 e vazava. Esses temas ocuparam parte da conversa, mas não tiveram relação direta com o resultado eleitoral.


