Piloto declarou emergência antes de queda de jato executivo na Flórida que matou nove pessoas
Segundo estrategista militar ouvido pela Fox Business, formação de gelo pode ter levado a perda de controle do Learjet 60; investigação do NTSB segue em curso.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Nove pessoas morreram na queda de um jato particular em Lake Worth Beach, na Flórida, e não houve sobreviventes. O National Transportation Safety Board (NTSB) deve fazer um briefing para a imprensa sobre o acidente, segundo a transmissão da Fox Business.
O áudio divulgado mostra os últimos momentos do piloto antes da queda. Na gravação, ele diz: "Mayday, we're descending" (Mayday, estamos descendo) e declara emergência. A transmissão classificou o áudio como perturbador.
A hipótese do gelo
Convidado do programa, o tenente-coronel Darin Gaub, ex-comandante de batalhão de Black Hawk do Exército americano e estrategista militar, avaliou que as condições climáticas podem ter contribuído para o acidente. Segundo ele, havia resfriamento extremo da água (super cooling) em altitude, com nuvens e turbulência, condições propícias à formação de gelo na aeronave.
Na avaliação de Gaub, se o sistema antigelo for sobrecarregado, o gelo começa a se acumular. Com o gelo acumulado, afirmou, o avião passa a se comportar como "um tijolo", e se torna quase impossível controlar a aeronave e manter a altitude. Ele disse que, nesses casos, muitas vezes já é tarde demais, e que a hipótese ajudaria a explicar a perda de controle e a entrada em espiral.
A apresentadora Cheryl observou que aviões não costumam simplesmente cair do céu. A aeronave era um Learjet 60, com 22 anos de uso. Questionado se a idade ou o tipo do aparelho teriam influência, Gaub respondeu que não necessariamente e ressaltou que as informações ainda são muito preliminares, com a possibilidade de surgirem fatos inesperados.
Aeronaves menores e controle de tráfego
Gaub comparou o jato com aeronaves maiores, que passam por procedimentos de degelo antes da decolagem e têm proteção em torno das naceles dos motores. Segundo ele, o Learjet teria menos recursos de proteção contra o fenômeno e o local de voo era propício à formação de gelo. Ele disse ainda não ter se surpreendido com a hipótese de gelo, sobretudo em aeronaves menores.
O analista citou relatos de que o controle de tráfego aéreo não teria movido a aeronave para uma altitude melhor, o que evitaria a passagem por células de tempestade. Pressionado por Cheryl sobre uma possível falha do controle, Gaub concordou que o evento é extraordinariamente raro e ressalvou que depende da confirmação das informações. Se os relatos forem verdadeiros, disse, o controle pode não ter autorizado a mudança de altitude solicitada pelos pilotos para escapar do padrão de mau tempo, o que teria poder explicativo sobre o ocorrido.
Gaub defendeu que a investigação prossiga antes de conclusões definitivas. As causas só serão estabelecidas pelo NTSB, e a matéria não traz, até aqui, números ou dados adicionais sobre o acidente.





