Governador do Alasca diz que caso de candidato homônimo de Dan Sullivan é só a ponta do iceberg
Mike Dunleavy afirma, em entrevista à Fox News, que o estado abriu investigação própria sobre suposto candidato spoiler na disputa pelo Senado dos EUA.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O governador do Alasca, Mike Dunleavy, afirmou em entrevista ao programa "America Reports", da Fox News, que o caso do suposto candidato spoiler na disputa pelo Senado americano é provavelmente "apenas a ponta do iceberg". Segundo ele, o estado abriu uma investigação própria, em paralelo à apuração do governo federal, e pretende avançar "o mais rápido possível".
O candidato em questão, Daniel J. Sullivan, tem o mesmo nome do senador republicano que busca a reeleição, Dan Sullivan. De acordo com Dunleavy, o escritório do governo estadual percebeu o problema ainda em maio e junho, quando a divisão de eleições fez uma investigação preliminar e decidiu retirar o nome do candidato da cédula.
Segundo o governador, a intenção do estado era preservar a integridade eleitoral. A decisão, porém, foi revertida pela Suprema Corte do Alasca, e o nome acabou na cédula. Dunleavy afirmou que o governo estadual foi "sobrepujado" pelo tribunal naquele momento.
O que o governo diz ter apurado
Dunleavy contou que o candidato respondeu a perguntas das autoridades, mas não sob juramento, já que se recusou a fazê-lo por meio de uma declaração formal (affidavit). Com base nas respostas e na falta de outras informações, o estado concluiu que a candidatura não era genuína e teria sido montada para tirar proveito do sistema de votação por escolha ranqueada, em vigor no Alasca.
O governador citou ainda um detalhe: nos primeiros e-mails enviados à divisão de eleições, o candidato queria constar como "Daniel Sullivan". Segundo Dunleavy, a inicial do meio dele não é S, que é a do senador em exercício. Para o governador, a intenção era questionável na época e, agora, "incrivelmente questionável".
Dunleavy disse acreditar que a Suprema Corte teria decidido de forma diferente se tivesse as informações que vieram a público agora, reveladas em reportagem do jornal The New York Times. Ele também mencionou a possibilidade de intimações em nível do Congresso.
Votação antecipada e possíveis consequências
O apresentador observou que cerca de 60 mil votos antecipados já foram depositados, o equivalente a aproximadamente 23% dos eleitores que votaram na última eleição de meio de mandato. Dunleavy respondeu que a apuração vai tentar verificar quantos desses eleitores sabiam exatamente em quem estavam votando.
O governador disse que a investigação será conduzida conforme a lei e que, se levar a acusações criminais ou civis, o estado as levará adiante, independentemente de quem seja o envolvido. Ele classificou a situação como "hugely problematic" para a candidata democrata Mary Peltola, mas afirmou não ter pedido que ela renuncie. Segundo o apresentador, o presidente Donald Trump defendeu que Peltola seja processada criminalmente e deixe a disputa. Em campanha, Peltola chamou o episódio de distração e atacou o New York Times.
O apresentador citou ainda um caso na Flórida, em que um operador republicano teria pago US$ 45 mil para recrutar um candidato e confundir o eleitorado, com condenações por violações de campanha eleitoral. Dunleavy disse que a apuração precisa esclarecer quem financiou a candidatura e se houve pagamento, e que não ficará surpreso com o resultado.
Para o governador, o episódio é um alerta ao restante do país sobre a integridade das eleições, em especial diante de inteligência artificial e outros truques. Ele atribuiu parte do problema ao sistema de "primárias de selva" e à votação por escolha ranqueada, que, em sua opinião, facilitam esse tipo de manobra. Para investidores, o desfecho da disputa no Senado é um fator de incerteza política a acompanhar, sem efeito direto mensurável nos mercados até agora.


