Eleitores de quatro estados votam em 6 dias medidas sobre atletas transgênero no esporte feminino
Washington, Colorado, Nebraska e Arizona terão iniciativas sobre o tema. Para o painel da Fox Business, o resultado pode pressionar candidatos democratas para 2028.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Em seis dias, eleitores de quatro estados americanos (Washington, Colorado, Nebraska e Arizona) vão decidir nas urnas medidas sobre a participação de atletas transgênero no esporte escolar feminino. Segundo o programa "Outnumbered", da Fox Business, é a primeira vez que o tema chega a votações populares nesse formato, e o resultado pode alterar políticas esportivas, direitos dos pais e a forma como candidatos tratam a questão de identidade de gênero.
As iniciativas buscam proteger o esporte feminino reservado a mulheres biológicas. Segundo a apresentadora Harris Faulkner, o Colorado e o Arizona propõem proibir que meninos trans compitam em times masculinos. A medida do Arizona vai além e também vetaria o uso de banheiros e vestiários que não correspondam ao sexo registrado na certidão de nascimento. Em Washington, uma das propostas exigiria verificação para atletas, enquanto Nebraska analisa emendas semelhantes sobre times e sexo de nascimento.
O que dizem as pesquisas
De acordo com levantamento citado no programa, 69% dos adultos americanos acreditam que atletas transgênero deveriam competir apenas em equipes compatíveis com o sexo de nascimento. O apoio seria de 90% entre republicanos e 92% entre independentes, contra 41% entre democratas. Outra pesquisa mencionada indica que sete em cada dez eleitores (70%) acham que homens que se identificam como mulheres não devem participar do esporte feminino.
Uma das painelistas, Lisa, lembrou que, em pesquisas como a da Gallup, a maioria dos democratas também apoia que homens fiquem fora do esporte feminino. Outra convidada ponderou que iniciativas populares são imprevisíveis, pois dependem da redação das perguntas e de quem comparece às urnas.
Dinheiro, política e 2028
A comentarista Kayleigh McEnany afirmou, com base em dados do grupo que promove a medida em Washington, que 56% dos eleitores do estado a apoiam. Segundo ela, o lado favorável à restrição levantou US$ 7,4 milhões, contra cerca de US$ 2 milhões do lado oposto. A análise é da comentarista, e os números não foram verificados de forma independente na transmissão.
Para McEnany, o resultado pressionaria os possíveis candidatos democratas de 2028. Ela citou o governador Gavin Newsom, que, em sua avaliação, recuou de uma crítica inicial, e Kamala Harris, que defende soluções "esporte por esporte". Já a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, disse, mantém oposição a qualquer proibição categórica. Na leitura da comentarista, quem estiver em um palco de debate terá de dar uma resposta clara à maioria do público.
Faulkner sustentou que o tema persiste em parte porque os democratas se recusam a prestar atenção aos fatos. Dois dos estados que votam as medidas são considerados redutos democratas, o que, segundo o programa, pode indicar uma mudança de maré. A apresentadora citou ainda o caso de uma equipe feminina de cross country de Washington que deixou uma prova em protesto contra a participação de uma atleta trans.
O ex-jogador da NBA e ativista Enes Kanter Freedom, convidado do programa, criticou a WNBA. Segundo ele, a comissária da liga respondeu em carta que ele não poderia jogar por ser homem, mas não definiu o que é uma mulher. Para ele, a questão é de moralidade, e não de direita ou esquerda. Lisa disse que o tema é visto como uma pauta que divide o eleitorado, mas que a frustração geral com a política pode pesar mais na participação nas urnas do que uma iniciativa isolada.
Segundo o programa, mais de 20 milhões de eleitores nos estados envolvidos poderão decidir a questão. Nos outros 27 estados, observou uma das painelistas, as regras costumam ser definidas pelas assembleias legislativas, o que torna a votação direta um teste inédito do humor do eleitorado.


