Vance abre canal com Teerã enquanto Trump avalia nova rodada de ataques ao Irã
Segundo Fox Business, relatos indicam que o presidente pondera ações militares após as eleições de meio de mandato, enquanto o vice mantém contato com linhas-duras do regime.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O presidente Donald Trump avalia novos ataques contra o Irã logo depois das eleições de meio de mandato, segundo relatos citados pela Fox Business. O vice-presidente JD Vance, de acordo com as mesmas informações, já estaria em contato com os principais linhas-duras do regime iraniano, o que mantém a diplomacia aberta ao mesmo tempo que a opção militar segue sobre a mesa.
A analista Rebeccah Heinrichs, pesquisadora sênior do Hudson Institute e colaboradora da Fox News, comentou o caso em entrevista ao apresentador Brian. Na avaliação dela, Trump tenta garantir que tenha todas as opções disponíveis. Ela disse que forças militares americanas estão sendo deslocadas para a região e que o presidente avalia como seria uma nova campanha militar.
Heinrichs afirmou que não vê, por ora, perspectiva de sucesso em avanços diplomáticos. Segundo a analista, o contato com figuras da linha dura não se confunde com uma negociação de paz.
Ajuda humanitária e controle sobre o país
O apresentador questionou se a aproximação se limitava a ajudar os iranianos com alimentos e suprimentos médicos. Em trecho de áudio exibido no programa, de qualidade ruim, uma voz atribuída ao presidente diz que o interlocutor pediu ajuda com suprimentos médicos e outros itens, que ele respondeu que não via problema, e que a ideia seria levar suprimentos a pessoas que não estão bem.
Heinrichs disse que, se o objetivo fosse apenas levar comida e remédios à população, esse não seria o interlocutor procurado. Ela afirmou que os Estados Unidos já fazem chegar alguma ajuda humanitária aos iranianos, o que classificou como notável.
A analista também descreveu o grau de controle que, segundo ela, Washington exerce sobre o país: nenhuma exportação ou importação iraniana estaria sendo admitida, a chamada frota fantasma do regime teria sido retirada de operação e os americanos teriam controle total sobre o que entra no território.
O que uma segunda campanha exigiria
Questionada sobre o que deveria ser diferente caso os Estados Unidos retomem o confronto em larga escala, Heinrichs afirmou que a primeira campanha foi muito bem-sucedida na destruição dos alvos específicos planejados. Ainda assim, segundo ela, a Guarda Revolucionária (IRGC) continua no poder e segue disparando contra o estreito.
Para obter um resultado diferente, disse a analista, seria preciso adotar outra estratégia e outro conjunto de alvos, de forma mais abrangente. Ela defendeu atingir lideranças do regime e a capacidade de reabastecer suas forças, o que, nas palavras dela, significa mirar pontes estratégicas.
Heinrichs avaliou ainda que as Forças de Defesa de Israel são especialmente hábeis em identificar os alvos prioritários e que uma eventual segunda campanha deveria contar novamente com os americanos ao lado dos israelenses. O apresentador mencionou, durante a conversa, que Israel acabou de receber uma nova bateria Patriot.
O que observar
A transcrição não traz dados sobre bolsas, juros, dólar ou petróleo, e a reação dos mercados não foi tema da conversa. Para o investidor, o episódio reforça que o risco geopolítico no Oriente Médio permanece em aberto: de um lado, um canal diplomático reportado; de outro, uma avaliação militar em curso, com tropas se movendo para a região. As análises citadas acima são da entrevistada e da Fox Business, e não há confirmação independente nesta reportagem.


