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VÍDEOS01 NOV 2026 · 12:38

Trump tem dificuldade para convencer eleitores de que a economia vai bem, diz editor da Bloomberg

Combustíveis mais caros e a guerra no Irã corroem o apoio ao presidente, inclusive entre republicanos, e promessas de última hora têm efeito limitado, segundo a Bloomberg Television.

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE BLOOMBERG TELEVISION · 3 MIN

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O presidente Donald Trump enfrenta dificuldade para convencer os eleitores de que a economia está forte, em meio à alta dos combustíveis e à preocupação com o custo de vida, que pesam sobre sua popularidade, inclusive entre republicanos. A avaliação é de Wes Kosova, editor executivo sênior da Bloomberg News, em entrevista à Bloomberg Television.

Segundo Kosova, a mensagem é difícil de sustentar porque Trump foi eleito em grande parte por prometer ajudar a reduzir preços. A economia, afirmou, foi a base de sua campanha. Agora, na avaliação do editor, é possível traçar uma linha direta entre algumas políticas do presidente e os preços elevados. Mesmo eleitores que ouvem o presidente dizer que a economia vai muito bem, inclusive republicanos, não sentem isso no próprio bolso.

Disputa em estados republicanos

Nas semanas finais da campanha, Trump tem visitado estados onde os republicanos normalmente não precisam se defender, como Alasca e Kansas, além de várias viagens ao Texas. Para Kosova, isso indica que o presidente tenta convencer o próprio eleitorado, já que os democratas não votariam nele de qualquer forma.

As pesquisas, segundo o editor, mostram dúvidas crescentes entre eleitores que deram ampla margem a Trump em estados republicanos. A popularidade geral do presidente caiu, e a aprovação de sua condução da economia também recuou entre seus próprios apoiadores. Kosova observou que alguns desses estados começam a se inclinar para os democratas. O temor dos republicanos, disse, não é tanto a troca de lado, mas a abstenção.

Combustíveis, guerra e promessas de alívio

Kosova afirmou que os preços da gasolina subiram cerca de 39% e relacionou a alta à guerra no Irã, que, nas palavras do editor, foi iniciada por Trump. O presidente, segundo ele, tem dito que as petroleiras estão ganhando muito dinheiro, argumento que dificilmente tranquiliza o consumidor americano.

Ao mesmo tempo, Trump promete um "dividendo" de US$ 5.000 que, pela maioria das estimativas citadas por Kosova, custaria cerca de US$ 1 trilhão. O presidente o chamaria de ninharia. Há ainda um crédito de US$ 8 bilhões em diesel para agricultores, duramente atingidos pela alta do combustível. Não se sabe de onde virá o dinheiro, disse Kosova, mas, em última instância, quem paga é o contribuinte. Na avaliação do editor, será uma questão a ser enfrentada pelo próximo Congresso. Os apresentadores lembraram que os mercados vêm se debruçando, nos últimos meses, sobre o avanço do déficit.

Quanto às medidas recentes, como a liberação do diesel com corante vermelho e um polêmico acordo envolvendo diesel com a Rússia, Kosova disse que o efeito sobre a economia tende a ser pequeno, se houver. Os preços de petróleo e diesel são definidos em mercados globais e as medidas não parecem grandes o bastante para compensar forças maiores, como o fechamento do Estreito de Ormuz e seus desdobramentos sobre os preços internacionais de energia.

Sobre o humor do eleitor, Kosova citou a regra empírica de que as pessoas formam suas expectativas sobre a economia cerca de seis meses antes da eleição. Para ele, é difícil mudar essa percepção nos últimos dias com um crédito ou a promessa de US$ 5.000, e as pesquisas, com as ressalvas de precisão que ele mesmo fez, não indicam que esses anúncios estejam alterando o voto.

Trump diz que se trata de "dor de curto prazo por ganho de longo prazo" e que os preços despencarão quando a guerra terminar. Segundo Kosova, é o mesmo argumento usado desde o início de março, quando o conflito se mostrou mais longo do que o presidente esperava. A expectativa original, disse, era de uma operação rápida, semelhante à da Venezuela. A queda do petróleo após o fim da guerra é razoável de supor, avaliou, mas resta saber quanto tempo levará para o estreito reabrir e para os demais fatores se ajustarem. Sem fim à vista para o conflito, concluiu, a promessa pouco tranquiliza o eleitor, que quer saber quando a guerra termina.

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