Mansueto Almeida defende controle da despesa como caminho para juros mais baixos
Economista-chefe do BTG Pactual afirma que o crescimento dos gastos públicos pressiona a inflação, dificulta a queda dos juros e encarece o financiamento.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

Para Mansueto Almeida, sócio e economista-chefe do BTG Pactual, o desafio fiscal do Brasil é mais direto do que costuma aparecer no debate público. Segundo ele, a questão central é "controlar o crescimento da despesa". A declaração foi feita no painel "Cenário Macroeconômico", no encerramento da Copa BTG Trader 2026, de acordo com o Money Times.
Segundo o Money Times, a tese do economista é que a redução estrutural dos juros passa pela contenção dos gastos públicos. Na avaliação apresentada, quando a despesa cresce acima da economia, há pressão sobre a inflação, a queda da taxa de juros fica mais difícil e o custo de financiamento sobe, tanto para o Estado quanto para as empresas.
O raciocínio vai além do Orçamento. Ainda conforme o relato, o ajuste fiscal não deve ocorrer isoladamente e precisa vir acompanhado de uma agenda de reformas voltada à produtividade e ao ambiente de negócios. Nessa leitura, a discussão sobre contas públicas se conecta diretamente à capacidade do país de crescer sem alimentar a inflação.
Para quem acompanha a Bolsa, a Nasdaq, os juros e o dólar, o recado é que a trajetória dos gastos aparece como uma das variáveis que determinam o preço do dinheiro. O tema fiscal, portanto, chega ao custo do crédito e às decisões de investimento.
O que muda para o investidor
A fala de Mansueto reforça que juros estruturalmente mais baixos dependem de contas públicas sob controle, algo que o mercado tende a acompanhar de perto nos ativos sensíveis à taxa de juros. Não se trata de recomendação de compra ou venda. O ponto de atenção é verificar se a despesa seguirá crescendo abaixo da economia e se as reformas citadas avançam, pois esses sinais influenciam o custo do financiamento do Estado e das empresas.


